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domingo, março 15

Quem canta consente (21)



"wearing my youth as a souvenir"
The Clits


Esta banda feminista actua, dia 28 MAR, a partir das 23h, no Insólito Bar (Braga). O concerto insere-se na Festa Feminista, promovida pelo núcleo de Braga da UMAR.

sábado, março 14

Sobre o feminismo-punk

... e o concerto de ontem.

A iniciativa que decorreu na noite de 13 de Março, no Bar Porto Rio, envolveu a música, o movimento e bandas punk. Para dizer “Eu Não Sou Cúmplice” actuaram, num concerto de estreia, a banda “Frágil & The Alcoholic Friends” e, a abrir a noite, a banda liderada pela Speedy, os “Cabeça de Martelo”.

À volta da iniciativa criou-se alguma curiosidade e as questões das motivações da associação entre punk e feminismo não tardaram. Mas se pensarmos em ambos os movimentos, não será difícil perceber a sua associação. O punk é, na sua génese e na sua história, um acto de resistência, uma forma de luta contra o capitalismo selvagem, contra as desigualdades sociais, contra todas as formas de opressão. Se o objectivo do punk é uma sociedade mais justa e livre, isso não é alcançável se metade dessa sociedade – as mulheres – não o for, ou seja, se continuarem a ser tratadas desigualmente só porque são mulheres.

Mas este não é único ponto de união entre o punk e os feminismos. O punk é considerado, não raras vezes, música maldita – um conjunto de berros e ruídos face à melodia aceitável. Ora, as mulheres estão para o sistema de género como o punk está para a música. As mulheres que não se adaptam ao modelo hegemónico do ser (mulher-mãe, branca, de classe média e heterossexual) são tidas como o barulho, o ruído do sistema melodioso cujo som é necessário silenciar. É (também) por isto que o movimento punk e os feminismos têm tanto de comum, embora as suas acções tenham estado apartadas.

Apesar da existência de diversas bandas punk de mulheres (como são exemplo o movimento das riot grrrls), as bandas masculinas, aparentemente, nunca tiveram muito em conta a opressão das mulheres. Mas a realidade é que as bandas feministas lideradas por homens existem e é necessário que estas tenham voz pública e que possam usar a sua música em defesa da igualdade. É neste sentido que surge a actuação de “Frágil & The Alcoholic Friends” que dedicou a sua estreia, em concerto, à campanha da UMAR. Que esta seja a primeira de outras iniciativas conjuntas porque com a música, com o punk, nós resistimos e nos libertamos!

quarta-feira, dezembro 10

Campanha "Feministiza-te"

Porque não podemos ficar indiferentes face às inúmeras violações dos direitos humanos, porque não queremos ser testemunhas passivas da desigualdade, apelamos à consciencialização. Por tudo isto “Feministiza-te“.


Manifesto aqui

terça-feira, outubro 14

O aviso foi dado

Os/as nossos/as 9 visitantes (nunca pensei que fossem tantxs!) decidiram: querem ver o filme. A responsabilidade agora é vossa!

E podem gozar o tal bocadito, claro.


Vídeo sobre a flash mob, no Porto, pelo acesso ao casamento civil.

quinta-feira, outubro 9

NÓS PARÁMOS... PARA PODERMOS AVANÇAR.

"Estou capaz de jurar que vi, pelo menos, uma pessoa a sair do metro com a mão na consciência". O tom era jocoso, mas nem por isso a afirmação era menos verdadeira. Se as pessoas que passavam hoje, por volta do meio-dia, na estação de metro da Trindade, no Porto, não saíram com opinião formada acerca do acesso de casais do mesmo sexo ao casamento civil, pelo menos pensaram no assunto. Aproximadamente 30 pessoas estendiam-se pela estação de metro, vindas de Braga, de Aveiro, de Lisboa. Nada de invulgar, num local de passagem. O inusitado era o "congelamento" daquelas pessoas. Como se o tempo simplesmente parasse – como a legislação parada no tempo – chamadas telefónicas pareciam suspensas; o passo interrompido; o olhar preso. Por minutos, a estação estacou perante o congelamento daquelas pessoas. Os pescoços torciam-se admirados; o passo desacelerava para observar aquela gente parada com cartazes na mão; e mesmo os olhares (como os pensamentos) que tentavam escapar à frase que espicaça - "acesso ao casamento civil" – logo embatiam num novo cartaz e a fuga era impossível. Um grupo de estudantes comentava: "não sei se já repararam, mas estamos no meio de uma manifestação pelo casamento homossexual". "Estou capaz de jurar que vi, pelo menos, uma pessoa a sair do metro com a mão na consciência" – a frase ecoa.
A comunicação social também compareceu, ainda que em quantidade tímida. Entrevistavam a Maria José Magalhães quando um fiscal que por ali pairava ameaçou chamar a polícia. Afinal, parece que não é permitido escrever-se uma conversa. O incómodo com a entrevista sublimava o visível incómodo com a acção.
Que possa este incómodo ser extensivo aos deputados e deputadas da Assembleia da República. E que amanhã, no momento da votação dos projectos de lei que aprovam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, possam esses deputados e deputadas cadenciar, em consciência e sem qualquer disciplina de voto a deter o movimento, a marcha rumo à igualdade e cidadania plena.
O Porto parou. E agora, senhores deputados e deputadas, podemos avançar?


Pelo acesso ao casamento civil: Parar. Para Portugal Avançar
9 de Outubro_Metro da Trindade_Porto

quarta-feira, outubro 8

Nota de Imprensa da acção da UMAR, no Porto

Dia 9, às 12h na Estação da Trindade, no Porto: “Parar. Para Portugal Avançar”

Durante o Estado Novo, as professoras primárias necessitavam da autorização do Estado para casar. Durante o Estado Novo, as enfermeiras eram, legalmente, impedidas de casar, chegando mesmo uma enfermeira a ser presa por infringir esta lei. Em 2008, o Código Civil português não impede enfermeiras ou professoras de casar, mas continua a não permitir o casamento de pessoas do mesmo sexo, ainda que o artigo 13º da Constituição da República Portuguesa consagre a eliminação da discriminação em função da orientação sexual. Em 2008, apesar da inexistência de prisões reais, lésbicas e gays continuam a ser prisioneiros simbólicos de uma mentalidade retrógrada e discriminatória.

No próximo dia 10 de Outubro, a Assembleia da República tem oportunidade de assumir as suas responsabilidades e aprovar os projectos de lei que prevêem a alteração do Código Civil no que se refere ao acesso ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. As deputadas e deputados portugueses terão oportunidade de, através do seu voto, mostrar que têm dos direitos fundamentais, da cidadania e da democracia uma visão que não discrimina ninguém, que não exclui cidadãos e cidadãs do exercício e do direito à felicidade.

A UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta associa-se e apoia a luta das organizações portuguesas, no sentido de verem reconhecido o direito ao casamento civil para todas as cidadãs e cidadãos, independentemente da sua orientação sexual. Por isso, no próximo dia 9 de Outubro, a UMAR dinamiza uma performance na Estação de Metro da Trindade, Porto, pelas 12h. Como se fossem reflexo ou espelho da legislação portuguesa - estagnada - os e as participantes desta acção vão literalmente parar e manifestar, imóveis, que este é o momento de avançar. Porque todas as vidas são prioritárias, porque motivos de "agenda política" não podem ser justificações para discriminar, porque as leis servem para proteger da discriminação e não quem exerce essa discriminação, dia 9 de Outubro as palavras de ordem são "PARAR, PARA PORTUGAL AVANÇAR".

terça-feira, outubro 7

PARAR. Para Portugal Avançar.

PORTO
9 Outubro _ 12h _ Estação de metro da Trindade

Em véspera de votação, na Assembleia da República, do projecto de lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o Porto vai parar para dizer que Portugal tem de avançar e deixar de consagrar, no código civil, a discriminação em função da orientação sexual.

Dia 9 de Outubro, quinta-feira, todas/os à estação de metro da Trindade, às 12h!

Traz uma folha com a frase "ACESSO AO CASAMENTO CIVIL".

Chega um pouco mais cedo e age naturalmente, como se fosses um/a mero/a utente à espera do metro. O objectivo é que estejamos todos/as dispersos/as e não em multidão.

Quando forem exactamente 12h, segura a tua folha. És uma estátua. Não fales nem te mexas. O importante é a tua mensagem.

Passados 2 minutos em que estás completamente estático/a, guarda a tua folha e retoma o teu percurso.

TU SEGUES. A MENSAGEM FICA. PORTUGAL AVANÇA.

Tens dúvidas? Consulta este vídeo. A única diferença é que terás, na mão, a folha onde está escrito "Acesso ao casamento civil".

Por um país mais decente que não discrimine parte da sua população, PARAR. PARA PORTUGAL AVANÇAR!


LISBOA


Aparece. Divulga!

segunda-feira, agosto 25

A violência não foi de férias

- Estou sim, bom dia. Estou a falar com a Cuscavel?
- Olá, bom dia. Sou eu, sim.
- Estou a ligar da rádio xpto. Podemos falar um bocadinho sobre o número de mulheres assassinadas até à data?
- Desculpe, estou de férias; não estou a par...
- Estou a falar a propósito da notícia do DN de hoje sobre as 31 mulheres assassinadas e a possível relação com a crise económica...
Não sabia do que falava. Descansada a tomar o pequeno-almoço e preparando-me para uma manhã de praia, julgava o mundo suspenso na tranquilidade em que me encontrava. De repente, a chamada telefónica a puxar-me para a (sur)realidade. Corri a comprar o DN. Afinal, o mundo continuava. Continuava estagnado - na brutalidade. Para alguns, 31 é um número irrisório. Em Abril deste ano, o número de mulheres mortas por (ex) maridos, (ex) companheiros, (ex) namorados chegava aos 22. Perante as notícias ouvia-se "o que são 22 mulheres assassinadas num universo de 10.000.000 de portugueses?". Como se esse fosse, até, um número razoável. Outros diziam que era o alcoól, a ira, uma coisa do momento. Patologizar o indivíduo é lavar as mãos de uma tarefa que a nós - cada umx de nós - cabe: não tirar férias da denúncia, do combate, da prevenção, da erradicação de um fenómeno que mata mais que o cancro.

terça-feira, maio 13

"UMAR-te assim perdidamente" ou... a Caminho do Congresso feminista 2008

12 de Maio_Pulsos de Ferro

Hoje, a luta não é apenas pela conquista, mas também pela conservação dos nossos direitos

Na convicção que o conhecimento da historiografia é um trajecto emancipatório, o ciclo de cinema “UMAR-te assim perdidamente” inaugurou sete dias de fimes e debates com a exibição de “Pulsos de Ferro” (Iron Jewad Angels, de Katja von Garnier) que retrata a luta das sufragistas norte-americanas pelo direito ao voto.

Focando-se na forma como as activistas Alice Paul e Lucy Burns desafiaram as fronteiras políticas -criando uma ala radical que as demarcaria do restante movimento sufragista -“Pulsos de Ferro” culmina com a conquista do direito ao voto em 1920.

Fazendo a ponte com a situação vivida em Portugal, durante o Estado Novo e imediatamente a seguir à revolução de Abril, Irene Pimentel e Fina d’Armada conduziram, num tom intimista e informal, a viagem pela história, cruzando questões de desigualdade social, económica e política dos sexos.

A história foi mote para pensar e debater os movimentos sociais e a situação presente de muitas mulheres, sublinhando-se a forma como a desigualdade entre mulheres e homens é hoje sub-repticiamente mantida e reforçada.

Porque o tema foi também a difícil gestão do tempo ou a dupla jornada de trabalho a que muitas mulheres estão sujeitas -e porque a noite ia longa- a conversa terminou na certeza de que uma luta, por ser antiga, não se pode dizer obsoleta.

(clicar na imagem para aumentar)

domingo, maio 4

sexta-feira, abril 11

FEIRA PEDAGÓGICA ou... Braga a caminho do Congresso Feminista 2008

14 a 18 de Abril
entrada livre

No âmbito das iniciativas de divulgação do Congresso Feminista 2008, a UMAR, em parceria com a Associação Académica da Universidade do Minho, realizará uma semana de debates, performances e exposição de materiais em stand, na Feira Pedagógica da Universidade do Minho.


Programa:

14 de Abril
16:00hs
Mulheres “violentáveis”?!
Violência doméstica em debate
Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV)
Amnistia Internacional - José Luis Gomes
União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) - Ana Marciano
Moderação: Sylvie Oliveira - Mestranda em Ciências da Comunicação na UMinho


15 de Abril
14:30hs
Sexo e Dinheiro: A prostituição em debate.
Debate sobre a regulamentação da prostituição.
Departamento de Sociologia da UMinho - Manuel Carlos Silva
União de Mulheres Alternativa e Resposta - Maria José Magalhães
Moderação: Almerindo Janela Afonso


16 de Abril
11:00hs
Performance & Olhares sobre a ‘Arte e Feminismos’ - sob orientação de Deidré Matthee
As expressões do Feminismo na Arte.
Centro de Estudos Humanísticos da UMinho - Ana Gabriela Macedo
Instituto de Estudos da Criança da UMinho - Angélica Lima Cruz


16:00h
Feminismos e Média
As expressões do Feminismo nos Média.
Departamento de Ciências da Comunicação da UMinho (CC) - Felisbela Lopes
Departamento de CC da UMinho - Manuel Pinto
Departamento de CC da UMinho - Silvana Mota Ribeiro
Departamento de CC da UMinho - Zara Pinto Coelho
Mestranda em CC na UMinho - Anabela Santos
Moderação: Carla Cerqueira - Doutoranda em Ciências da Comunicação na UMinho


17 de Abril

15:00hs
“Nem menos, nem mais: Direitos iguais!” - LGBT em debate
Debate sobre direitos humanos e orientação sexual.
Departamento de Sociologia da UMinho - Ana Brandão
Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transsexualidade (GRIT- ILGA) - Luísa Reis
Grupo de Reflexão e Intervenção do Porto (GRIP-ILGA) - Frederico Lemos
Clube Safo - Participante a confirmar
Moderação: Conceição Nogueira


18 de Abril

15:00hs
Aborto e Saúde Reprodutiva: o que mudou um ano depois?
Interrupção voluntária da gravidez e saúde reprodutiva.
Centro de Saúde de Vila Verde - Cândida Carlos
Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo SIM - Cecília Costa
UMAR - Helena Gonçalves
Moderação: Danielle Carvalho Capella (Doutoranda em Psicologia Social)

terça-feira, março 18

CONVERSAS NO TANQUE ou... a caminho do Congresso Feminista 2008

No âmbito do Congresso Feminista 2008, o Chapitô e a UMAR estão a promover debates mensais temáticos designados

CONVERSAS NO TANQUE

A primeira destas conversas realiza-se

4ª feira – 19 de Março – 21h
com o tema

Mulheres e Artes
participação de

Eduarda Dionísio
Isabel Ruth
Sílvia Chicó
Sofia Areal
Moderação de Maria Antónia Fiadeiro


Iniciativas seguintes: 23 de Abril (Mulheres e Lideranças); 21 de Maio (Direitos Humanos e Igualdades); 18 de Junho (Feminismos e Controvérsias).

terça-feira, março 11

Na ROTA DOS FEMINISMOS ou... a caminho do Congresso Feminista 2008

Diário de Bordo: 2º dia


O segundo dia da ROTA DOS FEMINISMOS arrancou do Porto em direcção a Vouzela. Aí, fomos recebidas pelo presidente da câmara municipal, e por Carmo Bica, da Associação de Desenvolvimento Rural de Lafões, que nos falaram das especificidades das necessidades e problemas das mulheres do interior. Foi pena não termos estado junto a essas mulheres, mas o encontro valeu pelo estabelecimento de redes e pelas sinergias criadas e planeadas para projectos futuros.


O rossio, em Viseu, foi a paragem seguinte. Junto ao chafariz, o chamariz era outro: o megafone e as estátuas prontas a ser moldadas de acordo com “a mulher ideal”izada pelos e pelas curiosas que passavam.

“A mulher é o paraíso, se não for temperada pelo diabo”; “a mulher é ideal é boa mãe, boa esposa e boa avó”, “a mulher ideal é trabalhadora, honesta”. Uma outra mulher, de braço dado com o companheiro, ia dizendo que a mulher ideal era a que não dependia de um homem, olhada atentamente por um engraxador de sapatos que se apressou a acrescentar que “a mulher é que manda”.

......

Terminadas as esculturas e chegados os malabares, a rota continuou por outras ruas de Viseu, estacando à passagem de um grupo de mulheres de Gaia que havia deixado “os homens em casa” para “festejar o Dia da Mulher”. Várias vozes, a uma só, cantavam “abaixo o machismo”, “abaixo a homofobia”, “abaixo o racismo”, de corpo apressado a acompanhar a voz, compassado pelo êxtase das cumplicidades.

Depois do almoço, a rota percorreu o mercado de Viseu onde muitas histórias se ouviram e nos fizeram sentir que tínhamos de voltar.
Coimbra foi a paragem seguinte. A expectativa era muita, por se saber o empenho e energia mobilizadas para a passagem da Rota. Os “Rebimba o Malho” cadenciavam a marcha e as palavras de ordem “Feminismo para a frente, machismo para trás” e “deixa passar, sou feminista e o mundo vou mudar”.




...

A música, colocada em pausa por momentos, deu lugar a uma leitura fulgurante, por Helena Faria, de um texto de Maria Velho da Costa. A marcha ficou em suspenso. Silêncio era só o que se ouvia. Só quando a Helena disse “Então?! Festa!” é que a marcha reiniciou.

Foi também momento do lançamento, pela Marcha Mundial das Mulheres, da campanha “Nem mais uma” (mulher assassinada). O colorido dos cartazes foi sublinhado pelas braçadeiras negras, sendo feito o desafio de se usar essa braçadeira quando uma mulher for assassinada; como forma de denúncia.
...
Com o autocarro mais composto, pelas companheiras que se juntaram em Coimbra, a rota rumou ao Alentejo, parando em Santarém, onde um grupo de estudantes da ESES esperava, resistentemente, a chegada da rota. E lá fomos espalhar o feminismo pelas ruas, com direito a mais uma performance e a fotografia nas escadas da igreja, como se de um “casamento” se tratasse. “Com o feminismo!”, acrescentaram.

...

O jantar, em Évora, foi seguido por concerto na associação “Pé de Xumbo”. O cansaço rapidamente foi abafado pela música dos “Tanira” -que obrigava à dança. E era ver todo o grupo efervescente. No final, Maria José Magalhães, sobe ao palco para agradecer o acolhimento da rota e aplaudir o trabalho do grupo musical porque, sublinha, “a música é uma forma de libertação!”.



A noite termina em Beja, na Pousada da Juventude, onde a expectativa de visitar o monumento às mulheres alentejanas, inaugurado nesse dia, velou o sono.

sexta-feira, março 7

Na ROTA DOS FEMINISMOS ou... a caminho do Congresso Feminista 2008

Diário de Bordo: 1º dia

Saímos do porto às 7.45h com direito a Porto Canal. Pelo caminho, a Fina d'Armada ia contando histórias das mulheres das localidades por onde iamos passando. A Maria José Magalhães, de energia contagiante (como sempre, aliás) lá ia convocando as presentes à cabine de som (leia-se microfone) para se apresentarem: "As mulheres não têm de temer falar em público. Temos de tomar a palavra! Vamos lá!". A Manuela Tavares falou da Madalena Barbosa, da Maria Lamas e a sua viagem pelo país e tivemos direito a leitura de excertos d' "As mulheres do meu país", pela Artemisa Coimbra.


Chegadas a Melgaço, fomos recebidas pela vereadora da cultura Maria José Codesso e depois de uns minutos na câmara, seguimos para a feira. Pelo caminho, de panfletos, megafone e perguntas na mão, falamos com algumas mulheres.

A uma perguntei:
- Então já ouviu falar disto dos feminismos? Sabe o que é?
Respondeu que não, de olhar humilde, lenço negro na cabeça e o bigode sem timidez.
Perguntei-lhe se achava que mulheres e homens são tratados da mesma forma, ao que respondeu:
- Não, menina. As mulheres são mais maltratadas, não é?
- O feminismo é lutar para que isso mude; para que mulheres não sejam maltratadas, como diz; é, muito simplesmente, para que mulheres e homens possam ter os mesmos direitos.
- Ah... é isso o feminismo?! Então sou feminista!
Ganhei o dia logo ali! Mas a rota seguiu.



Na feira fizemos uma performance: sendo nós barro (estátuas no meio da praça), a Maria José Magalhães ia pedindo às pessoas em volta que dissessem como era a mulher ideal.
- É trabalhadeira! - dizia uma mulher que passava. E logo uma de nós, esculpida pela Deidré Matthee, assumia a postura de uma mulher a trabalhar. (as fotos vêm mais tarde, que as mãos eram de barro e não podiam segurar a câmara).
- É uma mulher dos calendários! - e lá ia a escultora trabalhar o barro.
- É a que faz tudo o que homem quiser

- A mulher ideal? A mulher ideal sou eu!

E as esculturas continuaram, comandadas pelo megafone.

Seguimos viagem. Viana do Castelo foi a paragem seguinte.
E aí ouvimos coisas como "a mulher ideal é forte.", "é o mundo", "é solidária e companheira", "é pensadora"... e muitos outros "é's".







Já em Braga, o almoço foi na Universidade, seguido de uma tertúlia na "Velha-a-Branca", organizada pelo núcleo de Braga da comissão promotora do Congresso Feminista 2008: Anabela Santos, Catarina Dias, Sylvie Oliveira.

E procuraram-se as Simone de Beauvoir, com a companhia de Maria Helena Alvim, Maria José Magalhães, Zara Pinto Coelho e uma sala cheia.




Antes da retomada ao Porto, uma paragem em Famalicão. Muitos e muitas estudantes a responderem a'"o que é o feminismo?". No meio de tantas mulheres e homens interessandos/as e a dizerem-se feministas, um "feminismo é o contrário de machismo, não é?", passou quase despercebido, não fosse uma ideia recorrente.























O ciclo fecha-se no Porto, com o Diário de Bordo deste primeiro dia. As organizadoras: Vânia Martins, Ilda Afonso e Artemisa Coimbra projectaram as fotos (algumas delas aqui), fizeram o balanço (saldo -muito- positivo!) e para muito mais não deu que o dia ia longo e o jantar esperava.
Amanhã, às 7h00 a rota retoma, desta feita em direcção ao Alentejo: Vouzela, Viseu, Coimbra... mais performances, lançamento da acção "Nem mais uma!" (mulher assassinada), pela Marcha Mundial das Mulheres, baile na associação "Pé de Xumbo" e dormida nas camaratas da Pousada da Juventude de Évora.
Mas mais haverá.


(Também) porque é Dia Internacional da Mulher,

vamos espalhar os feminismos!

quarta-feira, fevereiro 20

Novo prazo para inscrições: 4 de Março

Na "ROTA DOS FEMINISMOS" ou...a caminho do CONGRESSO FEMINISTA 2008

Tal como Maria Lamas percorreu Portugal nos anos de 1940 para conhecer as alegrias, os trabalhos e as dores das mulheres do seu tempo, também a UMAR, a Comissão Organizadora e Promotora do CONGRESSO FEMINISTA 2008, nos dias 7, 8 e 9 de Março, na “ROTA DOS FEMINISMOS”, ruma às cidades e vilas portuguesas, na demanda dos sentires e dos quereres das portuguesas do séc. XXI.
Avançaremos quilómetros de olhos e ouvidos ávidos de diálogo com mulheres e raparigas; de ouvir as suas vozes; de conhecer os seus quotidianos.

Ouviremos o que significa hoje ser feminista no Minho, nas Beiras, no Alentejo, no Algarve, assim como em cidades como Coimbra, Braga, Porto, Setúbal e Lisboa.

Questionaremos se a nossa acção como feministas tem eco nas suas vidas, se o feminismo tem sentido para elas, se faz alguma diferença.
Procuraremos conhecer as suas aspirações, desejos e expectativas, trazendo, no banco da frente, valiosos contributos para pensar a agenda feminista no CONGRESSO FEMINISTA 2008, a realizar-se a 26 e 27 de Junho na Fundação Gulbenkian e 28 de Junho na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, vamos espalhar o feminismo!
DIA 1: Sexta-feira, 07.03.08
7:00 Partida do PORTO
8:30 VALENÇA
9:30 MELGAÇO
10:30 VALENÇA
11:00 CAMINHA
12:00-13:00 VIANA DO CASTELO
14:00-17:00 BRAGA Almoço + actividade na Universidade do Minho
18:30 VILA NOVA DE FAMALICÃO
20:00 PORTO Jantar e dormida

DIA 2: Sábado, 08.03.08 DIA INTERNACIONAL DA MULHER
7:00 Partida do PORTO
9:00-10:00 VOUZELA
11h-13h45 TONDELA Almoço
14h30-16:00 COIMBRA Actividade no Parque verde da cidade
17:00-18:00 SANTARÉM Actividade na Escola Superior de Educação
20:00 ÉVORA Jantar
BEJA Dormida na Pousada Juventude


DIA 3: Domingo, 09.03.08
9:30 Partida de BEJA
10:30 SERPA Actividade
12:30-15:00 ALMODÔVAR Almoço
17:00-18:00 S. BRÁS DE ALPORTEL
20:30-23:00 SETÚBAL Jantar
23:00 Regresso ao Porto

Em todos os locais de paragem, à excepção dos de partida, há actividades dinamizadas por associações locais. Contactos/ inscrições: Artemisa Coimbra: 967512334/ ascoimbra@netcabo.pt; Ilda Afonso: 918139163/umarporto@sapo.pt

Mais informações em http://www.congressofeminista2008.org/

domingo, fevereiro 17

Cursos Livres UMAR


Prostituição/Serviços Sexuais (23 de Fevereiro)
Convidada(o)s:
Manuel Carlos Ferreira da Silva (NES/UM)
Isabel do Carmo
Helena Neves (Univ. Lusófona)
Teresa Puerta Pelayo (Colectivo Hetaira)


Tráfico de Mulheres (12 de Abril)
Convidada(o)s:
Isabel Varandas (CIG)
Madalena Duarte (CES/UC)
Lorenzo Bordonaro (CEAS/ISCTE)
Medina Omarkhanova (Solidariedade Imigrante)

INSCREVE-TE!

mais informações em: http://www.umarfeminismos.org/