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domingo, março 15

Razões para gostar de Lisboa

Cinema City, Alvalade, a projectar, em exclusivo:


e


(as imagens têm links. ide cuscar!)

terça-feira, novembro 11

Transsexualidade no cinema


The Australian actress will star in and produce "The Danish Girl," based on the true story of Danish artists Einar and Greta Wegener. Their marriage took a sharp left turn after Einar (Kidman) stood in for a female model that Greta (Theron) was set to paint.
When their portraits become wildly popular in 1920s Copenhagen, Greta encouraged her husband to adopt the female guise. What began as a harmless game led Einer to a metamorphosis and landmark 1931 operation that shocked the world and threatened their love.

Outros filmes "sobre" transsexualidade

segunda-feira, novembro 10

Ao (fim do) sétimo dia...

Passado a trabalhar, do fim-de-semana restaram poucas horas. Curto, mas bem aproveitado.

quarta-feira, setembro 24

Quáse-post

Quáse sobre o festival de cinema


Não sei se foram as gargalhadas no chuecatown (que bom começar com uma história em que o centro não é a miserável vida dos gays que, coitadinhos, só sofrem!), a conversa e a música num pouco agit-ad-o bar do bairro alto, o inusitado de uma bola de berlim regada por cerveja, os pequenos almoços a inaugurar fartamente os dias ou a surpresa do obsceno (sexo explícito com humor, originalidade e - estou capaz de jurar - com a Preciado a espreitar) e a conversa que se seguiu. Não sei se foi o genuíno e caloroso acolhimento de uma casa que não me conhecia ou os cigarros no jardim de inverno. Sei, apenas, que repetiria a overdose (como alguém lhe chamou) de cinema e que quero, com lisboa, cada vez mais queerizar.


ps - com tempo, a ver se cá volto para escrever sobre o obsceno, a pornografia, Preciado e afins. Não vai ser fácil. Há quem diga que dava uma tese ;)

quinta-feira, setembro 4

Quem canta consente (13)




(...) you find your demon's your best friend (...)

Justin Bond and the Hungry Marching Band
"In the end"

(do filme "shortbus")

terça-feira, maio 13

"UMAR-te assim perdidamente" ou... a Caminho do Congresso feminista 2008

12 de Maio_Pulsos de Ferro

Hoje, a luta não é apenas pela conquista, mas também pela conservação dos nossos direitos

Na convicção que o conhecimento da historiografia é um trajecto emancipatório, o ciclo de cinema “UMAR-te assim perdidamente” inaugurou sete dias de fimes e debates com a exibição de “Pulsos de Ferro” (Iron Jewad Angels, de Katja von Garnier) que retrata a luta das sufragistas norte-americanas pelo direito ao voto.

Focando-se na forma como as activistas Alice Paul e Lucy Burns desafiaram as fronteiras políticas -criando uma ala radical que as demarcaria do restante movimento sufragista -“Pulsos de Ferro” culmina com a conquista do direito ao voto em 1920.

Fazendo a ponte com a situação vivida em Portugal, durante o Estado Novo e imediatamente a seguir à revolução de Abril, Irene Pimentel e Fina d’Armada conduziram, num tom intimista e informal, a viagem pela história, cruzando questões de desigualdade social, económica e política dos sexos.

A história foi mote para pensar e debater os movimentos sociais e a situação presente de muitas mulheres, sublinhando-se a forma como a desigualdade entre mulheres e homens é hoje sub-repticiamente mantida e reforçada.

Porque o tema foi também a difícil gestão do tempo ou a dupla jornada de trabalho a que muitas mulheres estão sujeitas -e porque a noite ia longa- a conversa terminou na certeza de que uma luta, por ser antiga, não se pode dizer obsoleta.

(clicar na imagem para aumentar)

sábado, março 22

Um doce para as cuscas -de quem tanto me lembrei ao ver o filme


Saída do cinema, de caramel ainda nos dedos, deixo apenas retinir a garrida simplicidade de um universo de mulheres. Porque a cumplicidade -sempre convocada- assim o exige: que quase tudo se diga em poucos dizeres.

quarta-feira, fevereiro 6

Sedução| conspiração


O “Público” dava-o como um filme acerca DO desejo feminino. Enrijeci -as generalizações abusivas costumam ter esse efeito. Fui, reticente, vê-lo, mas saí exclamatória. Apesar de não ser sobre O desejo feminino (havia dúvidas?), é sobre os desejos de uma mulher (que deixá-lo no singular é ceder ao marketing enganoso dos filmes – desejo=sexo): o que ela quer desejar, o que teme desejar, o que deseja não temer, o que deseja desejar… E a forma de construir o enredo à volta destes quereres é absolutamente deslumbrante. Cuscas, não deixem de ver o filme!

terça-feira, dezembro 11

Film or someting like it

Venha um filme de domingo para nos distrairmos das consequências das distracções do dia anterior. Comando na mão, cobertor sobre as pernas e ressaca sob vigilância: a missão é vegetar.

Uma vida em Sete Dias, com a Angelina Jolie, parece cumprir a função. Arrisca-se.

O filme mostra a historinha de uma mulher com passado de patinho feio (typical!) que se torna numa deslumbrante repórter, famosa, rica e noiva de uma cobiçada figura do baseball. Numa reportagem, entrevista um “profeta” que lhe anuncia a morte dali a sete dias.

E, a partir daí, não são precisos mais de sete segundos para querer que ela morra mesmo.

7. Apercebe-se do vazio da sua vida
6. Mulher bem sucedida é sempre infeliz
5. Que o noivo não está verdadeiramente apaixonado por ela (como o seu companheiro de trabalho e de outros lençóis)
4. Mulher bem sucedida é sempre infeliz;
3. Ao conseguir o desejado lugar na tv nacional prefere ficar na terrinha com o seu amorzinho - o totó sentimentalóide.
2. Mulher pouco ambiciosa e que troca o trabalho pelo amorzinho é sempre feliz!

1. Por que raio tem de ser sempre a mesma moral?

Temos de avisar os senhores que o objectivo é vegetar enquanto vemos o filme. Não enquanto o fazem. 0

sábado, junho 30

Era uma vez...

...um Reino chamado Bué Bué Longe, onde vivia Fiona, a Branca de Neve, a Bela Adormecida, a Cinderela, sua irmã (transsexual?) e outras afamadas personagens dos contos de fadas. Um dia, enquanto bebiam chá e partilhavam as agruras da vida de princesa (ou fada – do lar), foram capturadas e encarceradas por um senhor muito mau que queria ser rei de Bué Bué Longe. Apesar de desconfortável, aquela não era situação que lhes fosse assustadora; sabiam que - a história e as estórias sempre lho disseram - algures, os seus príncipes galopavam para o final feliz. Mas Fiona – uma Ogre (só podia ser uma gaja verde) – não queria ser apenas uma boazona, meiga e passiva à espera da salvação. Sem precisar chorar nem mostrar as mamas – parece que há gajas que sabem, imagine-se, argumentar - Fiona convence as princesas a lutarem pela sua liberdade (libertação?). A partir daí, é vê-las a camuflarem-se, a rasgar os vestidos e a deixarem a nu as suas tatuagens. Pelo meio (abençoado cliché), há um soutien queimado. E lá vão elas – escapando ao Mulheres Contra Mulheres – derrubar muros, espancar soldados e chegar a tempo de salvar o Shrek. Tudo isto com Led Zeppelin – qual Zeca Afonso – dando som aos dias-já-não-mais-silenciosos.

E eis que chega o fim. Do que se espera um início. É que, como diz Sérgio Godinho, é de pequenino que se torce o destino.

segunda-feira, junho 11

Para ver. Em todos os sentidos.

“tomada de consciência individual ou colectiva da opressão específica das mulheres, acompanhada da vontade de instaurar a igualdade dos sexos em determinados ou em todos os domínios, a médio ou a longo prazo”
Florence Rochefort, Laurence Klejman

Este fim-de-semana, discutia-se acesamente o rótulo – feminista; que designar-se assim era dizer-se que se concordava com toda a tradição feminista. Confesso que foi um “coming out” tortuoso, o meu – ah! até aceitar que dissessem ou dizer eu que era feminista… a certa altura, percebi que o meu receio era mais cobardia e “cuspir no prato que se come”.

Cobardia porque é muito mais confortável ser-se feminista e não usar o “rótulo” (não temos de nos ver associadas aos estereótipos comuns – só ficamos com a parte “boa”). Por outro lado – o com mais peso – sentia que ao mostrar algum tipo de desconforto com o “engavetamento” – apesar de já lá estar - era dizer a todas as mulheres que lutaram (e lutam) pelo que hoje temos que estamos muito agradecidas e tal mas que não somos como elas, nem queremos ser. É óbvio que não concordo com todos os feminismos, não assinaria o manifesto SCUM, por exemplo, nem defenderia uma igualdade pela aproximação ao comportamento masculino. A questão é que essas “correntes” não deixam de encaixar na definição ali em cima. Fazem-no pela consciência de opressão e pela vontade de a anular.

Compreendo os receios, acabei de confessar os meus, e por isso devia ser mais tolerante, mas a verdade é que sinto o “defendo a igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, luto por isso no meu dia a dia, mas não; não sou feminista” como uma facada.

Ao ver o filme Votes for Women que é excelente retrato das (diferentes, mas imprescindíveis, posições de associações) sufragistas americanas e o longo percurso até conseguirem o voto no feminino, tive a perfeita noção do quão ingrata estava a ser – e todas as pessoas que são feministas mas não o assumem.

É que é diferente ler-se a história escrita - os percursos racionalizados em frases – e ver o pormenor; as dificuldades SENTIDAS (não só contadas com o distanciamento que sempre se tem). É diferente contarem-nos que muitas sufragistas foram presas, durante as suas lutas, e VER (ainda que em filme) como eram tratadas na prisão; como eram espancadas, torturadas, manipuladas, etiquetadas como mentalmente insanas (“a coragem num homem é loucura nas mulheres”) - tudo pelo direito das mulheres votarem.

E fiquei com vontade de dizer a todas/todos os que defendem o feminismo mas recusam o rótulo, para verem o filme. Para verem o injusto que é essa posição fraca – e no filme vê-se bem isso na personagem Emily Leighton (“pessoas assim são piores que os anti-sufragistas”, dizia-lhe Alice Paul).

E serve também, para mim, para quem passa a vida a tentar desvalorizar todo o feminismo. Se hoje não vêm a necessidade de o “adoptar” – isso daria muitos outros posts – pelo menos, que se faça a devida vénia ao que foi. E se acabe com a cegueira, pelo menos quanto ao passado.

Votes for women

Realizadora: Katja von Garnier

Partes do filme podem ser vistas aqui

quinta-feira, novembro 2

O Diabo veste Prada


Um filme cor de rosa sem dúvida, cheio de glamour e sofisticação!

"Em "
O Diabo Veste Prada", Andrea (Anne Hathaway) consegue o seu primeiro emprego na mais importante revista de moda de New York, a "Runway Magazine".
Andrea terá o desafio de ser assistente da toda poderosa Miranda Priestly (Meryl Streep). Apesar de ser uma oportunidade pela qual um milhão de jovens mulheres em Nova York chegariam a matar para conseguir, ela vai descobrir que não será fácil sobreviver a ela.
A modelo brasileira, Gisele Bündchen, faz uma pequena participação no filme, como uma empresária do mundo da moda.
A personagem de Meryl Streep é inspirada na famosa editora da revista Vogue americana, Anna Wintour.
Laura Weisberger, autora do livro, "O Diabo Veste Prada", trabalhou como assistente de Anna na publicação.
Quando soube que seria produzido um filme sobre o livro, Anna Wintour começou uma campanha para abafar a produção.
De acordo com a revista americana Radar, ela pediu que nenhum estilista participasse ."

Saliento o grande papel que a Meryl Streep faz, mais uma vez, prova a grande actriz que é!

Vale a pena ver o filme, porque nem que seja por um momento, todas as mulheres sonham com o seu momento na passadeira vermelha, ou não?!