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domingo, março 15

Razões para gostar de Lisboa

Cinema City, Alvalade, a projectar, em exclusivo:


e


(as imagens têm links. ide cuscar!)

sexta-feira, outubro 10

(depois dA má)


  • "Listen, Darling The World is Yours", reúne obras de mais de 40 artistas, muitas delas nunca antes mostradas ao público português. Phillips escolheu peças que nos últimos vinte anos tomam o género e as vozes das mulheres (também gay e transgender), como parte das suas preocupações artísticas. Vamos poder ver núcleos de trabalhos de Sarah Lucas, Kara Walker, Ryan McGingley, Cindy Sherman, Nan Goldin e instalações fundamentais de Louise Bourgeois, Eija-Liisa Ahtila, Matthew Barney e Shirin Neshat. Para ver na Ellipse Foundation, Estoril.

quarta-feira, abril 2

Arte feita pelas mulheres (8)

Helena Almeida
n. Lisboa, 1934

O meu mundo é o meu corpo

Helena Almeida não cabe num post. Também por isso, há muito que adio falar sobre ela, nesta série das mulheres artistas. Mas o critério, se a memória(m) bem nos lembra, era o da preferência e não mais há como fugir a este não saber como dizê-la.
Ficam, sem legenda, as imagens:




"Estudo para um enriquecimento interior"



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da Série "Seduzir"





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da Série "Desenho Habitado"

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da série "Tela Habitada"

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da série "Voar"



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da série "Sente-me"

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"Eu estou aqui"

terça-feira, março 18

CONVERSAS NO TANQUE ou... a caminho do Congresso Feminista 2008

No âmbito do Congresso Feminista 2008, o Chapitô e a UMAR estão a promover debates mensais temáticos designados

CONVERSAS NO TANQUE

A primeira destas conversas realiza-se

4ª feira – 19 de Março – 21h
com o tema

Mulheres e Artes
participação de

Eduarda Dionísio
Isabel Ruth
Sílvia Chicó
Sofia Areal
Moderação de Maria Antónia Fiadeiro


Iniciativas seguintes: 23 de Abril (Mulheres e Lideranças); 21 de Maio (Direitos Humanos e Igualdades); 18 de Junho (Feminismos e Controvérsias).

terça-feira, janeiro 29

It’s all about appearance [O que conta é a aparência]

Lately I’ve bought hair-dye (granada red) and lipstick (I wanted plum, but it turned out to be too-pink). I fingered some silvery nail-polish, even considered black, which I’ve never worn. In fact, I hardly ever wear make-up. So what’s all this about?

Yes, I’ve discovered a grey hair or two. And yes, I tend to buy all kinds of unnecessary but suddenly appealing things when it’s SALDOS. And, lets face it, my lips are lovely and deserve to be loved.

But also, I used to wear blue nailpolish, and glitter, and bindi. Not (just a) style, but part of a lifestyle: studying, intellectual arguments, budding political consciousness – in short, me in the making.

And maybe this a small clue as to why I suddenly have the urge to colour myself in. It’s not so much about appearance, but APPEARING [APARECER]. Bright and bold: me created by myself. A version drawn in vivid colourful strokes to render a recognizable image of how I would like to be (not look [parecer]). And I know not even red hair and dramatic lips or lashes can make up for that.

Ps The following image was painted entirely with beauty products! (see www.rhondaschallerchelsea.com)


© Elizabeth Pacentrilli Playful (Cosmetic Appeal series) Cosmetics 40” x 30” (102 x 76 cm) 2007

quarta-feira, outubro 10

Courrier Blogosférico

"A Batalha dos Géneros", em Santiago de Compostela

É já aqui ao lado...
Pena que (por quanto mais irmãs mais afastadas!) não tenhamos tido acesso a esta informação mais cedo. É que esta exposição, patente até 9 de Dezembro no Centro de Arte Contemporânea, em Santiago de Compostela, subordinada ao tema da (in)visibilidade das mulheres na arte, incluiu entre outras coisas um seminário acerca da (estreita) relação entre Arte e Feminismo nos nossos dias.
Tempo há, no entanto, para dar um salto à exposição.

in Leito de Safo

segunda-feira, outubro 1

Quem (não) canta (também) consente (9) ou Especial Dia Mundial da Música

Concerto para Piano

Compositora: Clara Shumann
Pianista: Daria van den Bercken
Maestrina: Joann Falletta
Orquestra Filarmónica de Roterdão

Clara Wieck Schumann (n. Alemanha, Leipzig 1819 - m. Francfort-sur-leMain 1856) Compositora e pianista da corte austríaca, desenvolveu carreira internacional, com digressões por França, Dinamarca e Rússia. Deu aos 9 anos o seu primeiro concerto em Leipzig, e tocou perante Goethe em 1831. Clara Schumann escreveu cerca de quarenta obras de valor, incluindo concertos para piano e colectâneas de "lieder".

sábado, setembro 1

Woman or work in Progress?


A exposição colectiva de artistas plásticas femininas, intitulada Woman or work in progress? estará patente no espaço cultural Plano B, na Rua Cândido dos Reis, nº 30, no Porto, até ao dia 30 de Setembro.

Woman or work in progress? - é uma exposição colectiva que resulta num diálogo entre diversas linguagens plásticas, onde se reconhece a individualidade de cada uma destas mulheres, artistas plásticas.

Este encontro de amigas unidas pela arte, tem como objectivo principal, dar visibilidade à mulher no mundo artístico.

Artistas plásticas representadas:
Adriana Castro, Benedita Kendall, Catarina Machado, Daniela Nogueira, Isabel Monteiro, Joana Peres, Joana Rêgo, Marcela de Navascués, Marta Fonseca, Paula Parracho, Sandra Palhares
Comissária: Catarina Machado

terça-feira, julho 31

Arte feita pelas mulheres (7)

Carrie Mae Weems
n. 1953, Portland, Oregon
"Let me say that my primary concern in art, as in politics, is with the status and place of Afro-Americans in our country"

Nos seus livros, fotografias, auto-retratos e narrativas verbais e visuais, Carrie Mae Weems combina humor, ironia e sarcasmo para revelar a forma como a identidade/cultura afro-americana é representada e para denunciar e subverter as opressões raciais e dos estereótipos de género a que está sujeita.

You became a scientific profile/ A negroid type/
An anthropological debate/ & a photographic subject
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From here i saw what happened/ And i cried
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da Série "May Days Long Forgotten"

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Para terminar, duas imagens da série "Ain't joking" em que Weems espicaça as consciências das mulheres (negras e brancas) para o questionamento das noções de beleza em que se situam e para outros dilemas de identificação/ identidade.

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sábado, junho 16

Arte feita pelas mulheres (6)

Anne Taintor

O trabalho desta artista consiste em recolher imagens de revistas dos anos 20, 30, 40, 50 e 60 e subvertê-las, dando-lhes a "sensibilidade" dos anos 90. As imagens aqui apresentadas são ímans, mas existem (n)outros materiais tais como malas, convites, blocos de notas, etc.


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Acho genial a apropriação do quotidiano e a sua subversão, como forma de espicaçar consciências.
... a ironia é uma arma poderosa. Digo eu!

segunda-feira, junho 4

Arte feita pelas mulheres (5)

Tamara de Lempicka
n. em 1898 na Polónia; m. 1980

Les deux amies, 1923
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Auto-Portrait
(Tamara in the Green Bugatti), 1925
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Printemps, 1927
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Tunique Rose, 1927
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The Girls, 1927
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Young Girl With Gloves, 1929
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Andromède, 1929
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Dormeuse, 1934
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Este é um post atípico da série "Arte feita pelas mulheres", por pretender funcionar especialmente como aperitivo para a exposição de alguns trabalhos de Tamara na Casa das Artes de Vigo, até 15 de Julho.

Por agora, ficam, então, apenas algumas obras. Para saber mais sobre a artista, deixo alguns links.

domingo, abril 29

Arte feita pelas mulheres (4)

GUERRILLA GIRLS

Formado em 1985, Guerrilla Girls é um grupo anónimo de mulheres que usa pseudónimos de artistas já mortas (como Frida Kahlo, Eva Hesse, Rosalba Carriera ou Gertrude Stein) e que se faz aparecer em público usando máscaras de gorilas. Essas máscaras são uma forma de desviar a atenção das suas personalidades e focá-la nos assuntos que abordam.

Usando posters, livros, autocolantes, etc., as gueerilla pretendem expor o sexismo e o racismo na política, arte, cinema e cultura em geral. Para tal, utilizam sobretudo o humor, por ser uma forma de provocar discussão e mostrar que o feminismo não tem de ser sisudo.

Sim, porque assumem-se feministas. Acrescentam, até, que nunca compreenderam muito bem porquê a relutância face à designação, já que as mesmas pessoas que dizem não ser feministas são aquelas que apoiam questões feministas.

Na primeira pessoa:
"Vocês usam muitas vezes «the "f" word» [f usado para designar as palavras feminismo e fuck]. São feministas? Precisam as mulheres de ser feministas?"
Ohhhh, «the "f" word».... Nós acreditamos que o feminismo é uma forma fundamental de olhar o mundo e reconhecer que todos devem ser "iguais". É um facto histórico que, durante séculos, as mulheres não tiveram os mesmos direitos e privilégios do homem; e é tempo de isso acabar! Apesar das enormes conquistas das mulheres nos últimos 100 anos, a misoginia está ainda intricada na nossa cultura. Nós achamos que esta é a primeira razão que justifica a necessidade do feminismo, independentemente da forma que assuma – reconhecemos que existem vários – já que apoiamos a maior parte deles.

Outros relatos como este, a história da criação do grupo e (outros) trabalhos desenvolvidos pelas Guerrilla Girls podem ser vistos – para variar um bocadinho – para além do site oficial (ali na barra lateral), no vídeo no post abaixo.

Arte feita pelas mulheres (4): continuação

Guerrilla Girls por Guerrilla Girls:

"The Guerrilla Girls at the Feminist Future Symposium, MoMA"

terça-feira, abril 10

Arte feita pelas mulheres (3)

Post especialmente dedicado ao senhor ou senhora que cá veio parar através da pesquisa "gajas com vaginas".


VALIE EXPORT
n. em 1940 em Linz; vive e trabalha em Viena e Colónia.

VALIE EXPORT (sempre em maiúsculas) foi a identidade adoptada pela artista em 1967: “Export significa sempre e em toda a parte. Significa Export(ação) de mim mesma. Não queria usar nem o nome do meu pai nem o nome do meu marido. Queria encontrar um nome só meu”.



Ao querer que o seu nome “escrito sempre em maiúsculas”, a artista pretendia dar-lhe a força de um manifesto e, simultaneamente, a qualidade de logótipo. Juntamente com a legenda “MADE IN AUSTRIA”, o nome transmitia, assim, a ideia de que a produção de arte é também produção de bens de consumo, e ligava essa ideia à questão de como as mulheres são construídas como objectos de consumo tanto dentro como fora do mundo da arte. *





Os seus trabalhos, independentemente da forma que assumem (vídeo, performances, documentários, esculturas, fotografias) têm como veículo privilegiado o corpo - transporte de novas percepções e codificações; utensílio para chocar (confrontar) o público com a realidade da hipocrisia erótica, com a destruição e agressão.

Autora de diversos textos sobre mulheres e arte, VALIE, no seu "Women´s Art: A Manifesto" escreve "deixemos as mulheres falarem para que possam encontrar-se a si próprias".


Aqui, prompomo-nos fazer isso mesmo: deixar, tão-somente, que as imagens da arte de VALIE EXPORT falem por si (e de si, só as legendas) - para que a encontremos enquanto se econtra com ela:



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"Tap und Tastkino" (Touch Cinema) (1968)

A imagem revela parte de uma série de acções de rua em que VALIE "veste" uma miniatura de um palco que deixa as suas mamas nuas mas escondidas. Com um megafone, o público era encorajado a aproximar-se e a tocar o que se escondia por detrás do pano do palco. Desta forma, VALIE chamava a atenção para a objectivação do corpo da mulher na "sociedade do espectáculo".

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"Genital Panic" (1969)

Nesta "acção" a artista invade um cinema pornográfico de Munique, envergando o traje e arma que mostra a fotografia e, dirigindo-se à audiência, anuncia que verdadeiros genitais femininos estariam disponíveis para fazerem com eles o que quisessem. A reacção do público foi um abandonar silencioso do cinema...



Como nós agora abandonamos este post?

...

Legendas das Imagens, por ordem de apresentação:

1. Smart- Export

2. Body Sign

3. Erwartung

4. Tapp - und tastkino

5. Valie Export and Peter Weibel

6. Genital Panic

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* in "Mulheres Artistas", Editora: Tachen

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mais informações aqui; ou aqui ou...