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quarta-feira, julho 9

Feminist (wow!)men

Men should embrace these principles [feminism] too, not only for women's sake but also for their own. (...) Yet the state of maleness carries its own burden of expectations and constraints. Contemporary studies of boyhood shed light on what we've always known – what I still remember vividly from my own boyhood – about the disabling and limiting influence of male behaviour conventions, homophobia and general "gender policing" on men in the making and the huge anxieties that inform them.

This is the baggage men drag with them through their lives; the pressure imposed both from without and from within to appear hard and never soft, to make a performance of rejecting anything that smacks of domesticity or femininity, notwithstanding the metrosexual and "new man". Even men who seem to embody and thrive on this stereotype can feel like slaves to it, and are often undone by it. (...) This is not a matter of asking men to forgo[t] every traditional bond (...) but of inviting them to see that such distinctions are limiting and very largely artificial. It's not a matter either of unmanning the alleged essential male, but about men flourishing and developing in all areas of their lives, including as parents and in the home. It's about making modern, dual-earner, heterosexual [?!] relationships work better; more democratically. It's about a chap discovering that he too can be a nurse in the nursery, a cook in the kitchen and a lover in the bedroom and also, should he be so inclined, wrestle grizzly bears and grout the bathroom tiles as well – and be happy for women to enjoy such freedoms, too.

Dave Hill, no Guardian.co.uk
via feministing

quarta-feira, maio 21

going back home

Público, 20.05.08: Estudo do Conselho Nacional de Educação alerta para a insuficiência de creches e pede políticas que permitam às mães ficar mais em casa

Deixa ver se entendi: temos poucas creches e a forma de resolver isso é... as mães ficarem em casa. Mais creches? Não. Mães em casa, sim.


permitam às mães ficar mais em casa

Diz mesmo “às mães”?!
Claro que diz! Bem sabemos que a ligação da mãe com o rebento é coisa que pai não alcança; sabemos que a mãe tem o instinto de cuidar das crianças; sabemos que é natural que as mães sejam mais cuidadoras, atentas, carinhosas com os filhos e filhas. A natureza dócil e generosa fez das mulheres educadoras.

Toda a gente o sabe! Como negá-lo?
Então que fique a mãe em casa, a dedicar toda a sua inteligência e emotividade aos rebentos. Que estude apenas o que possa ser útil aos filhos e filhas; para poder ajudá-los/as nos trabalhos de casa; que vejam apenas desenhos animados para ter acesso ao imaginário das suas crianças; e que não trabalhem. Isso seria um passatempo muito perigoso para as crias. Já o pai –toda a gente sabe- não se pode dedicar a essa tarefa. Tem de caçar; trazer o sustento para casa. Pode até não passar nenhum tempo em casa, desde que a sustente e crie as condições físicas e materiais necessárias para que a mamã eduque as crianças. Estas estão já habituadas à ausência do papá. Ter o papá em casa é que podia ser perigoso. Que raio de modelo de masculinidade seria esse? Imagine-se as confusões que criaria aos pequenos e pequenas… não queremos que as nossas crianças cresçam confusas. Queremos que tenham tudo em gavetas, bem definido; queremos que saibam desde novas quais os papéis que assumirão quando crescerem. Isso tem já de ir definido, senão o que seria do nosso mundo, senhor?
Vá, mamãs, já chega de brincar a gente grande que trabalha.

Vamos mas é para casa fazer o que melhor sabemos!

sexta-feira, setembro 21

Homens participam pouco na vida doméstica


Catarina Lúcia Carvalho, SIC


No telejornal, ainda se destaca uma entrevista de rua em que uma mulher diz que há tarefas que ela não quer que o seu companheiro faça. E a conclusão apresentada é, naturalmente, que a falta de divisão de tarefas se deve ao facto (não exclusivo, obviamente) de as mulheres não o quererem. As mulheres, ao que parece, são uma pessoa na rua. Mas mesmo assim, alguém diz, por favor, ao jornalista que elas ouvem as mesmas músicas sexistas? Que vêm as mesmas novelas estereotipadas? Que lêem as mesmas histórias que remetem a mulher para um papel passivo? Que têm quase unicamente modelos de papéis de género tradicionais? Parece que nunca se lembram que também as mulheres são educadas e aculturadas numa sociedade patriarcal...