Mostrar mensagens com a etiqueta Violência Doméstica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Violência Doméstica. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, novembro 25

25 Novembro: Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres

Outros cartazes, da campanha espanhola, "Desenhadores contra a violência machista" aqui

sábado, novembro 1

Ainda sobre a nova lei do divórcio

Quando vetou a proposta de lei do divórcio, o Presidente da República anunciou que a lei devia ter em conta a protecção da parte mais fraca, considerando que, geralmente, é a mulher. Como viu o veto do Presidente?


O senhor Presidente da República não sabe nada da violência doméstica. A questão que ele levanta que é a do ressarcimento da vítima. É claro que ela não pode ficar sem nada. As vítimas vêm queixar-se e depois começa o processo de divórcio que habitualmente é litigioso e dura 3 anos. As mulheres vítimas de violência andam muitas vezes com não sei quantos processos atrás. Nunca há leis completamente boas. Toda a lei depende da forma como é aplicada. A nova lei é benéfica na medida em que diminui a litigiosidade dos divórcios.
As vítimas de violência foram um pretexto para o veto do Presidente, que tem a ver com os sectores mais conservadores da sociedade portuguesa que ainda acham que o casamento é mais importante que o bem-estar individual das pessoas e que a família deve manter-se com todo o esforço.


Maria José Magalhães, entrevista no JPN


sexta-feira, outubro 31

Ausências*

Estudar, teorizar, investigar, fazer acções de rua, participar em conferências, debater, estar em tertúlias, apresentar comunicações, preparar comunicações, dar formação e ter as "questões feministas" subjacentes, desmistificar conceitos, questionar estereótipos.
Fazer os feminismos, assim, é de um gozo e desafio tremendos, com impactos visíveis, é certo. Mas tudo se redimensiona quando comparado com uma mulher "crescer", gostar mais de si ou chorar porque se descobre; tudo se reconfigura quando comparado com mulheres vítimas de violência doméstica a dizerem que se sentiram, ali, serenas.
Porque as cusquices se vão fazendo na rua, em aldeolas esquecidas, com mulheres esquecidas de si entre imensidões de filhos, maridos violentos ou ausentes, trabalhos dobrados, mas nem por isso pagos, ou entre palavras que não sabem escrever, os dias tornam-se impostáveis. No além virtual, sugam-se as palavras.
Sobra silêncio.
*ou retornos

quinta-feira, setembro 4

Espaço ao sobrenatural (uma rubrica ficcional)™



MFL, ciente da importância e urgência do tema, já respondeu:

"Eu não sou suficientemente retrógrada para ser contra gajos espancarem as suas mulheres. Aceito. São opções de cada um, é um problema de liberdade individual, sobre a qual não me pronuncio".

E continuou: "Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto daquele que é um ser para ser espancado, perdão, educado igualmente ao estatuto daquele que é o ser dotado de inteligência superior que pode e deve recorrer à violência para exercer o seu legítimo poder".
"Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e atribui aos homens um determinado tipo de privilégios, tem determinado tipo de regalias e de medidas fiscais no sentido de promover a família heterossexual e do seu chefe, até porque numa família homossexual como é que sabemos qual dxs gajxs é o homem e qual é a mulher? Fica tudo muito confuso", concluiu.

segunda-feira, agosto 25

A violência não foi de férias

- Estou sim, bom dia. Estou a falar com a Cuscavel?
- Olá, bom dia. Sou eu, sim.
- Estou a ligar da rádio xpto. Podemos falar um bocadinho sobre o número de mulheres assassinadas até à data?
- Desculpe, estou de férias; não estou a par...
- Estou a falar a propósito da notícia do DN de hoje sobre as 31 mulheres assassinadas e a possível relação com a crise económica...
Não sabia do que falava. Descansada a tomar o pequeno-almoço e preparando-me para uma manhã de praia, julgava o mundo suspenso na tranquilidade em que me encontrava. De repente, a chamada telefónica a puxar-me para a (sur)realidade. Corri a comprar o DN. Afinal, o mundo continuava. Continuava estagnado - na brutalidade. Para alguns, 31 é um número irrisório. Em Abril deste ano, o número de mulheres mortas por (ex) maridos, (ex) companheiros, (ex) namorados chegava aos 22. Perante as notícias ouvia-se "o que são 22 mulheres assassinadas num universo de 10.000.000 de portugueses?". Como se esse fosse, até, um número razoável. Outros diziam que era o alcoól, a ira, uma coisa do momento. Patologizar o indivíduo é lavar as mãos de uma tarefa que a nós - cada umx de nós - cabe: não tirar férias da denúncia, do combate, da prevenção, da erradicação de um fenómeno que mata mais que o cancro.

segunda-feira, junho 2

Feminismo para quê?!

Leila Hussein viu o marido asfixiar e apunhalar a própria filha de 17 anos há cerca de um mês e meio. O homem decidira que a jovem merecia morrer porque tinha desonrado a família ao falar em público com um soldado britânico em Baçorá. Incapaz de suportar a dor de dormir na mesma cama com o assassino da filha, Leila deixou Abdel-Qader Ali, não sem antes ser espancada e deixada com um dos braços partido. Fugiu e recebeu apoio de organizações não governamentais que fazem campanha contra os crimes de honra. Esperava encontrar-se com um contacto que a iria ajudar a viajar para a capital da Jordânia, Amã, a 17 de Maio. O encontro nunca aconteceu. Leila foi atingida com três tiros, disparados por desconhecidos, e morreu no hospital apesar das tentativas que foram feitas para a manter viva.

(...)

Apesar do trabalho das activistas dos direitos das mulheres ser inaceitável na sociedade iraquiana, havendo registo de pelo menos duas mortes, em Fevereiro de 2006, os relatos de Mariam e Faisal, que ficaram apenas feridas, apontam no sentido de uma execução de Leila. "Quando estavam a disparar, concentravam-se nela e não em nós." Leila foi a enterra num funeral organizado por um primo do seu marido e pelo pai de Mariam.
Patrícia Viegas, DN

domingo, maio 4

sábado, novembro 10

"Violência não faz o meu género"

Entre 6 e 30 de Novembro estará patente na Assembleia da República a exposição de cartoons «A Violência Não Faz o Meu Género». Esta mostra insere-se na da Campanha de «Combate à Violência Contra as Mulheres, incluindo a Violência Doméstica».

A exposição terá lugar no Edifício Novo da Assembleia da República entre os dias 6 e 30 de Novembro, de segunda a sexta-feira, das 9H00 às 17H30 e a entrada é livre.

Vídeo com outros cartoons: aqui.

E eu acrescentaria: porque homem que bate, nunca bate bem!

terça-feira, julho 17

Quem tem medo da Branca de Neve?

A violência doméstica (que assume diversas formas – psicológica, física, económica) aparece justificada na cultura, nas tradições e na socialização. Tudo encoraja (a família, os grupos de pares, as instituições, a literatura, contos de fadas, a religião, os media, as canções e por aí adiante) as mulheres a terem esperança e a acreditar que elas podem mudar os seus parceiros e que devem ser perseverantes para ver os resultados. Comprometimento com a relação constitui, nas representações sociais, um atributo positivo de feminilidade.

Num estudo realizado por La Violette e Barney, foi perguntado às mulheres com qual das personagens d’ “A Branca de Neve” mais se identificavam. Quase todas as mulheres escolheram a Branca de Neve. Por razões óbvias, é raro as mulheres escolherem a Rainha Má/ bruxa como seu modelo.

É interessante seguir as autoras e reflectirmos sobre o que é que se sabe da Branca de Neve. Era muito bonita, bastante passiva, extremamente doce, demasiado indulgente (com os Sete Anões), incrivelmente alimentadora [nurturant], excessivamente desamparada e cantava de forma medíocre. Os modelos de papéis das mulheres (mesmo no século XXI) não sqaem muito das personagens dos contos de fadas. A Branca de Neve, por exemplo, estava preparada para encontrar o Príncipe Encantado, ser acarinhada e salva por ele. Ela não estava preparada para encontrar Atila, o Huno, nem para tomar decisões, ser assertiva e heróica. E a bruxa má? Era bonita, agressiva, diabólica, manipuladora, calculista, forte, interesseira, egoísta e vaidosa. Ela “tratava” de si própria e de qualquer pessoa que se atravessasse no seu caminho. (…) e estava preparada não apenas para encontrar mas também para combater Atila, o Huno.

(…) “Quando uma mulher se envolve com um indivíduo que ela inicialmente percebe como um bonito prínicipe encantado e que, mais tarde, adquire características de Huno, muitas vezes ela não está preparada para lidar com esta situação (…). Os traços de personalidade com que ela cresceu a acreditar como valiosos (…), como a empatia, compaixão, gentileza, capacidade de persão, aqui não a protegem. De facto, podem até fragilizá-la.”

Quando uma mulher vítima de violência resolve denunciar as agressões de que é vítima (…) todos podem estar a dizer-lhe (…) que ela precisa agora canalizar a sua raiva (ou depressão) para a acção. (…) Muitas (…) sentem que se lhes está a pedir que deixem de ser a Branca de Neve e se transformem na Bruxa Má. Pede-se-lhes que passem a ser uma pessoa de quem elas nunca gostaram. Pede-se-lhes que neguem e mudem a sua socialização – e que façam isso rapidamente.


Helena Pinto, Elisabete Brasil, Maria José Magalhães, Laura Fonseca Fernandes
Excertos da comunicação
"ONG´s de mulheres e a luta contra a violência contra as mulheres e crianças no seio da família– o contributo da UMAR) no Colóquio Internacional “Família, Género e Sexualidades nas Sociedades Contemporâneas”

sexta-feira, junho 22

Balanço do trabalho da UMAR contra a Violência de Género

Violência doméstica aumentou

O aumento, em 50%, do número de queixas de violência doméstica, no Grande Porto, mostra que os contos de fadas não passam efabulações de uma realidade improvável. (...)

A União de Mulheres, Alternativa e Resposta recebeu 134 novos casos de violência doméstica, em 2006 (...)

Segundo os dados da UMAR, a violência afecta mais as mulheres com idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos, apesar dos três casos registados entre jovens estudantes. Ao todo, 62% das vítimas são casadas, com filhos, normalmente mais de dois. O fim do casamento não significa o fim da violência 13% das queixas provêm de mulheres divorciadas e 2% de separadas. O fenómeno continua mais localizado entre pessoas com menor formação, apesar de haver 6% de queixosas licenciadas. A nível profissional, há 32% de desempregadas, 10% de reformadas e 6% de domésticas. A violência sexual começa a sobressair entre as denúncias recebidas na UMAR. "Em 2004, era praticamente residual. No ano passado, aumentou bastante", disse Maria José Magalhães.

(...)

A violência das sms
Um grande amor resulta, muitas vezes, em grande dor, física e psicológica. "Muitas raparigas acham normal que o namorado veja as sms e controle o telemóvel", adverte Ana Paula Canotilho, da Direcção da UMAR. "Não se dão conta de que estão a ser vítimas de violência". Pode ser o início de um ciclo de abusos, que em média dura 12 a 15 anos, que se vai intensificando ao logo dos tempos; de sova ou humilhação ocasional, à porrada diária. "Os alunos com quem trabalhamos têm menos apetência para a violência", disse Ana Paula Canotilho, no resumo dos três anos de um programa de prevenção, iniciado em 2004, em três escolas do Grande Porto Aldoar, Secundária de Valongo e Baguim do Monte. O projecto armou-se com a música e a dança no "combate aos mitos e aos estereótipos de género". Nos jardins-de-infância organizaram sessões de desconstrução dos contos infantis, contando a história ao contrário. "Percebemos que já têm a noção do que se passa em casa deles". Havendo verba, o projecto será alargado a mais escolas, idealmente, do infantário ao 12º ano.


Para ultrapassar a falta de verbas, vai ser realizado um leilão de arte, com obras de artistas conhecidos, intitulado “UMAR-TE assim perdidamente”. De acordo com a responsável, “para um evento de angariação de fundos, este nome diz um pouco sobre esta problemática de um amor que, no final, por paixão e por ciúme faz aceitar tudo”. O vento realizar-se-á no dia 6 de Julho, na Junta de freguesia de Aldoar.

quinta-feira, junho 21

Hoje Recebi Flores!

Hoje Recebi Flores!

"Não é o meu aniversário ou nenhum outro dia especial;
tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite e ele disse-me muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade.
Mas sei que está arrependido e não as disse a sério, porque ele me enviou flores hoje.
Não é o nosso aniversário ou nenhum outro dia especial.

Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não é real.
Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados.
Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje.
E não é São Valentim ou nenhum outro dia especial.

Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me.
Nem a maquiagem ou as mangas compridas poderiam ocultar os cortes e golpes que me causou desta vez. Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que se apercebessem.
Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje.
E não era dia da mãe ou nenhum outro dia.

Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi muito pior. Se conseguir deixá-lo, o que é vou fazer? Como poderia eu, sozinha, manter os meus filhos? O que acontecerá se faltar o dinheiro?
Tenho tanto medo dele!
Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar.
Mas eu sei que está arrependido, porque ele me enviou flores hoje.

Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral.

Ontem finalmente conseguiu matar-me.
Bateu-me até eu morrer.
Se ao menos tivesse tido a coragem e a força para o deixar... Se tivesse pedido ajuda profissional...

Hoje não teria recebido flores!


Morrem 5 Mulheres por mês em Portugal vítimas de maus tratos!
Mulheres lembrem-se, é vital ultrapassar o sentimento de culpa e DENUNCIAR."

A.D.

quinta-feira, maio 31

Plano Nacional contra a Violência Doméstica prevê…

… “a criação de um sistema de incentivo ao arrendamento apoiado” para as vítimas deste fenómeno.

Mais: “a lei que garante protecção às mulheres” que são alvo de agressões deve ser revista para, entre outras, integrar mecanismos em que garantem que as que estão em situação económica precária são consideradas beneficiárias prioritárias de “apoio financeiro imediato”.

(…) Na estratégia agora traçada o objectivo prioritário é intervir no combate à violência “exercida directamente sobre as mulheres, no contexto das relações de intimidade, sejam elas conjugais ou equiparadas, presentes ou passadas”.

Os apoios ao arrendamento destinam-se a, explica-se, “promover a autonomia residencial” das vítimas, devendo as que estão em casas de acolhimento ter acesso facilitado aos mesmos. As autarquias são também desafiadas a constituírem “uma bolsa de oferta de habitação social” à qual as vítimas devem ter acesso simplificado.

O emprego não é esquecido neste plano. “Definir um regime de mobilidade geográfica que assegure na administração pública e nas empresas”, quando tal seja possível, “a deslocalização das vítimas de violência doméstica em segurança e sigilosamente”, é outra das “medidas de discriminação positiva” contempladas.

Descriminação positiva que o governo quer também no que diz respeito à requalificação profissional quando existem “especiais problemas de inserção social”.

Estão previstas campanhas nacionais contra a violência doméstica – e uma em especial “contra a violência no namoro” – bem como várias medidas de “prevenção de revitimação”. A “experimentação de novas metodologias de controlo penal que permitam reduzir e alterar os comportamentos abusivos dos agressores” é uma delas. Quer-se, por exemplo, “implementar um programa experimental de aplicação de meios electrónicos de vigilância à distância” que sejam utilizados quando os agressores são alvo de medidas judiciais que os obrigam a permanecer afastados das vítimas.

Andreia Sanches
In Jornal Público
31.05.2007

sexta-feira, abril 13

Violência doméstica

“A violência contra as mulheres é talvez a mais vergonhosa violação dos direitos humanos. Não conhece fronteiras geográficas, culturais ou de riqueza. Enquanto se mantiver, não poderemos afirmar que fizemos verdadeiros progressos em direcção à igualdade, ao desenvolvimento e à paz.”
Kofi Annan, Secretário Geral das Nações Unidas

É na família, na intimidade do lar, que as mulheres sofrem grande parte da violência de que são alvo.

As mulheres são maltratadas, não só quando agredidas fisicamente, mas também quando são objecto de insultos, humilhações, abandono e ameaças. Este tipo de maus-tratos pode deixar marcas tão profundas como as que deixam os espancamentos ou feridas.

O agressor é quase sempre o marido ou companheiro mas também pode ser o pai, irmão, padrasto, filho ou outros familiares.

Em Portugal, por semana, cerca de seis mulheres são vítimas de crimes contra a vida.

Os maus-tratos físicos são formas de agressão desde a bofetada, soco, pontapé até espancamentos, agressões com objectos e armas. É uma ofensa tão grave que a lei portuguesa a considera fundamento para pedir o divórcio.
O Código Penal português prevê e pune os crimes de violência contra a família. O artigo 152 º do Código Penal atribui ao crime de maus-tratos, físicos e psíquicos, a natureza pública, punindo com pena de prisão de 1 a 5 anos quem infligir maus-tratos físicos ou psíquicos ao cônjuge ou a progenitor ou descendente comum em 1º grau. Dado tratar-se de crime de natureza pública, este crime não carece de queixa mas tão só de denúncia e os agentes da autoridade não podem deixar de tomar conta da ocorrência e comunicá-la ao Ministério Público para instauração de inquérito.

Qualquer pessoa pode denunciar, na esquadra ou posto local próximo, caos de violência domésticos ou maus-tratos em geral. As autoridades policiais são obrigadas a comunicar ao tribunal e a protecção das testemunhas está assegurada pela lei relativa à protecção de testemunhas.

Muitas mulheres sentem vergonha quando são vítimas de agressão, calando-se e afastando-se das pessoas que a rodeiam, o que as torna mais vulneráveis e à mercê do agressor e também devido à dependência económica e ao receio de novas agressões, o que faz com que o agressor se sinta impune e repita a agressão. A violência contra a mulher não é um problema que só respeita ao casal: é um problema social.

O velho ditado “entre marido e mulher não se mete a colher” não pode ser mais falso quando se trata deste crime. Muitos homens receiam o conhecimento público dos seus actos violentos e hesitarão cometê-los se souberem que serão denunciados quer pela vítima quer por alguém que tome conhecimento deles.

A violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos fundamentais: da liberdade, da integridade física, da dignidade individual e da própria vida.

Cabe a cada um/a de nós mudar esta realidade....

http://www.mdmulheres.com/violencias.html

É por isto que temos de continuar a lutar pela mulheres que sofrem em silêncio e encorajá-las a lutarem pela sua liberdade!!