sábado, outubro 4
Um redondo não
quinta-feira, setembro 4
Espaço ao sobrenatural (uma rubrica ficcional)™
E continuou: "Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto daquele que é um ser para ser espancado, perdão, educado igualmente ao estatuto daquele que é o ser dotado de inteligência superior que pode e deve recorrer à violência para exercer o seu legítimo poder".
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cuscavel
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9/04/2008
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cusquices
Marcador: Assholes, Discriminação Sexual, Feminismo para quê?, Homofobia, Política(s), relações, Violência Doméstica
Quem canta consente (13)
(...) you find your demon's your best friend (...)
Justin Bond and the Hungry Marching Band
"In the end"
(do filme "shortbus")
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9/04/2008
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cusquices
Marcador: "Queer"-izando, Cinema, Música, relações, Sexualidades
quarta-feira, setembro 3
E foram felizes para sempre
Prólogo
Nunca falaram daquele verão em que uma espécie de atracção parecia meter-se entre os dois. Sempre souberam que era fruto de verão e, contraditoriamente, verde – não passaria daquilo, nem tinham realmente vontade de saber se passaria daquilo. O fruto apodreceu. Já não se lembrava(m) dele. Ela (a minha amiga, não se esqueçam) e a namorada do amigo (designação possível, já que a dita bem pode ler este blogue ou ter agentes infiltradas) davam-se bem. Sem grandes cumplicidades (que nada tinham que ver com ele), mas sentiam-se confortáveis na partilha da mesa do café ou de um jantar (um deles chegou, até, a ser em casa da tal namorada). Ela (ainda a minha amiga) deixou de namorar e, milagre dos milagres, parece ter-se transformado num monstro que criava na namorada do tal rapaz um igual monstro, mas amarelo [hum... espero que amarelo faça lembrar ciúme; bem, elas percebem]. À minha amiga, as coisas costumam passar-lhe ao lado. Dizem que é distraída; eu digo que deve ter mecanismos de defesa bem afinados e não chega a aperceber-se porque o que não lhe interessa é recalcado. Continuaram, então, a encontrar-se esporadicamente. A minha amiga notava qualquer coisa de murcho no tom do rapaz – logo ele que costumava ser exuberante e estridente – mas achou que era só naquele dia. O que não se apercebeu foi que aquele dia estava a ser todos os dias, desde há algum tempo.
Certo dia, ouviu a minha amiga dizer, ele e a namorada iam casar. Ela - a minha amiga - perguntou ao rapaz, na tal distracção que a caracteriza, se era verdade (sim, ela achava que não sabia porque podia não haver casamento marcado ou, a haver, ainda não havia convites oficiais). Ele disse que sim, num tom notoriamente mais discreto do que lhe era característico. Ela ficou admirada – ele nunca havia falado em casamento ou, a falar, fazia-o num tom de troça e de coisa-distante. Meses depois, ela (sim, a minha amiga) soube que todas as amigas do grupo (mesmo aquelas com quem a noiva não ia jantar, nem partilhava mesa de café, nem nem) tinham sido convidadas. A minha amiga – que mesmo a distracção tem os seus limites – “caiu em si”: não ia ser convidada para o casamento do amigo.
Vamos ao que interessa
Bem, a minha amiga sentiu-se um bocado estúpida: por ter perguntado se iam casar (quando eles já sabiam que não a iam convidar), por ter tentado fazer conversa com a rapariga, a ver como corria o início da vida profissional da noiva [gosto da palavra noiva! ]… enfim, sentiu-se estúpida não por não ter sido convidada (esse adjectivo era para o noivo – ele é que era seu amigo), mas por não se ter apercebido disso mais cedo e por, até se aperceber, continuar a agir da mesma forma com os dois. Agora, o que é que ela pode fazer – e aqui entram vocês:
- Enviar um naperon bem piroso, como prenda de casamento, e um cartão todo meloso e com desejos de felicidades para eles?
- Enviar umas algemas com pelinho cor-de-rosa, com um cartão a dizer "porque sei que gostas, querido X e porque, querida Y, também pareces gostar de o ter bem seguro"?
- Aparecer na igreja, em trajes de fazer o vestido da noiva corar?
- Dizer à noiva que sente uma especial e incontrolável atracção por homens casados?
Ajudem lá nos delírios da minha amiga e digam, se fosse convosco – ou com uma amiga vossa ;) – o que vos apeteceria fazer?
Imagem: Ray Caesar
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9/03/2008
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Marcador: amizade, Assholes, Feminismo para quê?, Por trás de um grande homem..., relações
segunda-feira, agosto 25
Absolutamente outro
(...) No seu último livro afirma que o amor romântico tem os dias contados. Porquê?
Quando é que chegou a essa conclusão?
Então os solteiros são mais felizes?
Como define "mal casados"?
Então, com o fim do amor romântico, as pessoas vão passar a fazer sexo de ocasião?
As pessoas casadas são na sua maioria infelizes?
Há quem diga que são banalidades. Mas por mais comum que seja, é-o sempre menos que outras banalidades: precisamente as do amor romântico. Essas preenchem prateleiras das livrarias, salas de cinema, músicas e histórias para adormecer. É, por isso, sempre bom ler sobre modelos alternativos que ora não sabemos que existem, ora tudo à volta faz questão de dizer que não devem existir. Depois de rever a Ally McBeal - no seu incurável romantismo - sabe bem voltar à realidade.
Imagem: "Snow White swallows the poison", Paula Rego
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8/25/2008
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cusquices
Marcador: A Bela Acordada, Feminismo para quê?, Histórias para não adormecer, relações
Literalmente ou...
... uma espécie de vingançazinha pela dívida de uma certa fotografia. Essa sim, literal [piscadela de olho].
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8/25/2008
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cusquices
Marcador: Image, Pura cusquice, relações
quarta-feira, outubro 17
ESTUDO APONTA QUE FEMINISTAS TÊM RELACIONAMENTOS MAIS ESTÁVEIS
Notícia da Agência ANSA
Resta saber o que entendem por feministas, não-feministas e relacionamentos saudáveis. Mas, à primeira vista, parece-me um excelente contributo ao questionamento dos estereótipos. Não?
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cuscavel
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10/17/2007
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cusquices
Marcador: Estereótipos das/dos feministas, relações
segunda-feira, outubro 1
Reflexões
«Uma etapa da sua vida terminara e uma outra se abria, uma verdade descoberta com o corpo, à medida do seu corpo despido de mitos, cumprido, experimentado, só de experiência e de verdade feito - a força que havia no amor, numa relação de solidariedade e não de supremacia nem domínio, as pessoas reciprocamente apoiando-se, trabalhando juntas para um mesmo fim. Um outro universo, um outro imaginário. Nada mais me sufoca nem bloqueia, podem contar comigo para ajudar a construir o mundo - a casa aberta aos outros, um lugar de encontro, de troca, de discussão, de refúgio, de permuta, sempre alguém chegando, sempre uma roda de amigos debaixo dos guarda-sóis, trabalhando, trazendo num tabuleiro chávenas de café e uma cafeteira fumegante, sempre alguém utilizando a garagem como um atelier provisório, os alunos de Horácio que vinham à noite, carregados de livros e perguntas, uma casa viva onde cada um encontrava o seu espaço.»Teolinda Gersão
Imagem: Chema Madoz
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10/01/2007
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Marcador: Citações, Escrita (d)e Mulheres, relações, Teolinda Gersão
terça-feira, setembro 11
Carta aberta a suposições
Queridas cuscas,Suponham que começam um novo trabalho e que ele implica partilhar tarefas com outra pessoa. Suponham, então, que começam um novo trabalho e que ele implica partilhar tarefas com um homem. Suponham, mais uma vez, que esse homem, está convosco quase tanto tempo quanto o que passam convosco próprias.
Suponham que o homem com quem trabalham horas a fio é daqueles por quem se sente uma empatia imediata. Suponham que a empatia é rirem-se a bandeiras despregadas. Suponham que essa empatia é ressalvar o que cada um tem de melhor. Suponham que, às tantas, passam ainda mais tempo com esse homem e que no dia em que não estão juntos ele vos liga a perguntar como foi o trabalho. Suponham que vocês acham atencioso tal gesto. Suponham que retribuem. Suponham que a atracção é tudo menos física, mas não é bem intelectual. Suponham, então, que simplesmente gostam da companhia. Suponham que acham que, da outra parte, o mesmo – e só o mesmo – acontece.
Agora deixem de supor. Ele convida-vos para irem ao cinema. Vocês, supõem, que não há nada de estranho no convite. Afinal, o trabalho é ao lado do cinema. Continuem sem supor, vocês declinam o convite. E ficam a supor que a suposição de que nada haveria para supor, não deve ser assim tão linear. E começam a supor que há algo a mais do que vontade de ver um filme.
Suponham que esse homem – aquele que trabalha convosco, com quem têm empatia, com quem gostam de estar, por quem não sentem atracção e que vos convida para ir ao cinema, usa uma aliança na mão direita. Suponham que vos pergunta, de aliança na mão, se têm namorado. Suponham que vos diz que, assim sendo, já não vos convida mais para ir ao cinema porque não suporta rejeição. Suponham que esse homem que não suporta rejeição, pergunta, num almoço com mais dez pessoas, se elas acham que aceitar um não é sinal de esperteza ou de falta de persistência. Suponham que se desmancham a rir por saberem que só vocês e o homem da aliança estão a perceber o que realmente se diz.
Suponham que - persistente e com falta de esperteza - ele insinua que vos paga o café em dívida, depois do jantar. Suponham que o trabalho termina antes do jantar. Vocês riem. E ficam a supor se aquilo que ele supõe é evidência de que ele não percebeu o que vocês supuseram.
Suponham que estão tão confusas como as frases deste texto. Suponham que não sabem se se devem deixar de suposições e dizer: eu não quero mais do que ser tua amiga. Ou se devem continuar a supor que, qualquer dia – e esperam que seja já amanhã – ele se deixe de suposições.
Agora deixem de supor outra vez. O que supõem?
Imagem: Robert& Shana ParkeHarrison
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9/11/2007
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Marcador: amizade, Pura cusquice, relações
quarta-feira, julho 11
Courrier Blogosférico
A terapeuta de casal Gabriela Moita aponta algumas:
2. Estar sempre de acordo ("Se gostasses de mim, farias o que te pedisse")
3. À prova de infidelidade ("um affair é o fim do casamento")
4. Estado de paixão constante ("Sexo sem atmosfera especial não faz sentido")
5. Primado da amizade ("O meu melhor amigo é o cônjuge")
Estas crenças podem transformar-se em fasquias demasiado elevadas que, na melhor das hipóteses, tendem a criar ansiedade conjugal e sentimentos de frustração.»
Excerto de uma peça ("Os nós e os laços do amor") de Clara Soares, publicada na Revista Máxima
PS: Pois eu gostava muito de exercitar os antípodas destes conceitos alienígenas. Por exemplo: "Se às vezes não gostasses de mim, eu não te levava a mal"
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cuscavel
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7/11/2007
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sexta-feira, junho 22
My Girl
You gaze at her from across the room and think how beautiful she is. You are sure there is no-one else like her. The thought of seeing her makes you joyful with expectation. You find yourself thinking of her often and what she said or did is also often the subject of your conversations with others. You would like to introduce her to your family. You can’t believe how lucky you are to have met her. You want to share your life with her; for the two of you to grow old together. And what is more, she is one of the best friends you’ve ever had.
In fact, you are friends. Just friends. And you are two women.
Having recently discovered the word, “bromance”, defined in the latest edition of the Collins English Dictionary as “a close but nonsexual relationship between two men” (i.e. bro[ther] + romance), I wondered about a similar term for women – and so: womance! Certainly, the feelings I have for my “girl-friends” sometimes border on infatuation; and there is an intimacy between us that can be incredibly tender and intense (without being about sex/sexual orientation) – very, very womantic…
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ddm*
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6/22/2007
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Marcador: amizade, friendship, relações, relationships, romance

