GUERRILLA GIRLS
Formado em 1985, Guerrilla Girls é um grupo anónimo de mulheres que usa pseudónimos de artistas já mortas (como Frida Kahlo, Eva Hesse, Rosalba Carriera ou Gertrude Stein) e que se faz aparecer em público usando máscaras de gorilas. Essas máscaras são uma forma de desviar a atenção das suas personalidades e focá-la nos assuntos que abordam.

Usando posters, livros, autocolantes, etc., as gueerilla pretendem expor o sexismo e o racismo na política, arte, cinema e cultura em geral. Para tal, utilizam sobretudo o humor, por ser uma forma de provocar discussão e mostrar que o feminismo não tem de ser sisudo.
Sim, porque assumem-se feministas. Acrescentam, até, que nunca compreenderam muito bem porquê a relutância face à designação, já que as mesmas pessoas que dizem não ser feministas são aquelas que apoiam questões feministas.
Na primeira pessoa:
"Vocês usam muitas vezes «the "f" word» [f usado para designar as palavras feminismo e fuck]. São feministas? Precisam as mulheres de ser feministas?"
Ohhhh, «the "f" word».... Nós acreditamos que o feminismo é uma forma fundamental de olhar o mundo e reconhecer que todos devem ser "iguais". É um facto histórico que, durante séculos, as mulheres não tiveram os mesmos direitos e privilégios do homem; e é tempo de isso acabar! Apesar das enormes conquistas das mulheres nos últimos 100 anos, a misoginia está ainda intricada na nossa cultura. Nós achamos que esta é a primeira razão que justifica a necessidade do feminismo, independentemente da forma que assuma – reconhecemos que existem vários – já que apoiamos a maior parte deles.
Outros relatos como este, a história da criação do grupo e (outros) trabalhos desenvolvidos pelas Guerrilla Girls podem ser vistos – para variar um bocadinho – para além do site oficial (ali na barra lateral), no vídeo no post abaixo.