Courrier Blogosférico
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É favor ouvir risinhos e gritinhos quando se cuscar as cusquices. É que blogue de gaja que se preze (é redundante como se vê) tem banda sonora e é cor-de-rosa. Até aqui, estamos bem! Continuemos, pois.
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cuscavel
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4/14/2008
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cusquices
Marcador: Blogues, Feminismo para quê?
No café, às 9h da manhã, numa vila perto do Porto:
- Home qué de manteiga derrete!
- Coitadinho…
- É assim. Ai é assim: todos os homens que as põe num pedestal elas põe-nos a andar. Ai é assim!
- Coitadinho…
- Faz tudo o quelas quer, depois derrete!
- Coitadinho…
- Eles num tinham filhos. Ele dependia dela pra tudo! “Ai que eu preciso emagrecer” e lá vinha a mulher fazê-lo emagrecer…
- Coitadinho…
- A dizer marabilhas dela; que é muito boa nisto e que gostum muito daquilo e mais aqueloutro… na! Depois elas deixum-nos, claro! até pensei pr’a mim “o meu home num debe gostar nem um esquinho de mim nem nada!”
Terceira pessoa: ah, não se preocupe mulher queles dizem; dizem, dizem! Só que não é à nossa frente.
- Pois, mas o problema tá aí! Ele dizia isso tudo à frente dela! Trataba-na bem demais. Era… bem demais!
Terceira pessoa: Olhe, mais vale ser muito bom para ela e ela deixá-lo que andar a tratá-la mal e ela deixá-lo. Assim só sofre um.
- Coitadinho… Mas ao menos tem uma razão!
- Nem tanto ao mar nem tanto à terra!
- Coitadinho…
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cuscavel
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4/14/2008
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Marcador: Conversa de Mulheres, Feminismo para quê?, Histórias para não adormecer
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4/14/2008
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Marcador: Agenda, Corpo (d)e Mulheres, LGBT, Sexualidades
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4/11/2008
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Marcador: Agenda, Congresso Feminista 2008, UMAR
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4/10/2008
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Marcador: Corpo (d)e Mulheres, Teatro
Quando perguntei ao responsável do museu a qual século este cartaz se refere, ele respondeu: se calhar XIX, mas muitas mulheres fazem isso até agora.
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cuscárabe
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4/08/2008
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Quem nunca ouviu isto?
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4/07/2008
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Marcador: Maternidade
Helena Almeida
n. Lisboa, 1934



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da Série "Desenho Habitado"
__da série "Tela Habitada"
__da série "Voar"
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da série "Sente-me"

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"Eu estou aqui"
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4/02/2008
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Marcador: Arte feita pelas mulheres, Helena Almeida
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4/01/2008
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Marcador: Blogues, Citações, Escrita (d)e Mulheres, Hélène Cixous
“It would be impossible, completely and entirely, for any woman to have written the plays of Shakespeare in the age of Shakespeare.” In A Room of One’s own, Virginia Woolf imagines that Shakespeare had a gifted sister, but she did not go to school as him, did not learn grammar and logic and remained at home. One day she hit the road to
I would imagine the same end for the same story as
My story is not a work of my own imagination, it is a true one. It is the story of Fadwa Touqan, a Palestinian female poet and writer. Who one day, received a flower from a young boy as an expression of his love to her, and so was punished. Her family decided that she will never ever leave home again. According to Fadwa Touqan she lost the most precious thing to her heart: in that
Fadwa’s brother is our Shakespeare in this story. Ibrahim Touqan was a famous Palestinian poet, who heard his sister envying his students for learning poetry. So he decided to help her learn poetry. The first poem he taught her was a poem written by a woman. From that moment ever, Fadwa woke up everyday early in the morning and studied till night, building her own school at home with the help of her brother. Fadwa did not kill herself at the end of the story as Shakespeare’s sister did. fadwa became one of the most important Arabic Poets!
Once again I will change one small element in this true story, let us imagine that her brother fought for the right of his sister to go to school instead of teaching her at home. How would the story end? I would like to imagine her ending as a poet in all cases. But would she write the same sentences as the ones she wrote locked in a room of his own?
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cuscárabe
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3/26/2008
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Cruzar olhares será tarefa fácil,
mas não trocar de olhar;
Em foco: um outro ponto, do avesso,
em avesso: outra luz
outra paisagem
como de um outro azul,
um brilho outro,
um céu rasgado a nuvens
de outra cor
Cruzar olhares será tarefa breve,
trocar de olhar: uma forma de pôr
um palco de deserto, antes miragem:
agora uma viagem
sem regresso
- que a troca: irreversível:
uma forma de excesso devolvido
ao espaço inabitado
por igual
cruzar olhares: uma tarefa curta
(A outra:
a mais gramatical
forma de amar)
Ana Luísa Amaral
a partir da poesia de Ana Luísa Amaral
está em cena o espectáculo "O Olhar diagonal das coisas"
Biblioteca Municipal Florbela Espanca, Matosinhos
28, 29 e 30 de Março de 2008, 21h 30
Entrada Livre
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3/26/2008
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Marcador: Agenda, Ana Luisa Amaral, Poesia
Vejam este fantástico vídeo da Feminist Majority Foundation! E acabadinho de sair do forno (gajas, feminismos e metáforas gastronómicas... nem de propósito!)
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3/25/2008
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Marcador: Estereótipos das/dos feministas, Feminismo para quê?
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3/22/2008
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Marcador: Cinema

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3/18/2008
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Marcador: Arte feita pelas mulheres, Congresso Feminista 2008, UMAR
... mesmo que não se (con)sinta, que se cante!
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3/18/2008
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3/12/2008
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Marcador: Citações, Escrita (d)e Mulheres, Shirin Neshat, Virginia Woolf
Diário de Bordo: 2º dia

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3/11/2008
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Marcador: Congresso Feminista 2008, Dia Internacional da Mulher, Rota dos Feminismos, UMAR
Diário de Bordo: 1º dia
Saímos do porto às 7.45h com direito a Porto Canal. Pelo caminho, a Fina d'Armada ia contando histórias das mulheres das localidades por onde iamos passando. A Maria José Magalhães, de energia contagiante (como sempre, aliás) lá ia convocando as presentes à cabine de som (leia-se microfone) para se apresentarem: "As mulheres não têm de temer falar em público. Temos de tomar a palavra! Vamos lá!". A Manuela Tavares falou da Madalena Barbosa, da Maria Lamas e a sua viagem pelo país e tivemos direito a leitura de excertos d' "As mulheres do meu país", pela Artemisa Coimbra.
Chegadas a Melgaço, fomos recebidas pela vereadora da cultura Maria José Codesso e depois de uns minutos na câmara, seguimos para a feira. Pelo caminho, de panfletos, megafone e perguntas na mão, falamos com algumas mulheres.
A uma perguntei:
- Então já ouviu falar disto dos feminismos? Sabe o que é?
Respondeu que não, de olhar humilde, lenço negro na cabeça e o bigode sem timidez.
Perguntei-lhe se achava que mulheres e homens são tratados da mesma forma, ao que respondeu:
- Não, menina. As mulheres são mais maltratadas, não é?
- O feminismo é lutar para que isso mude; para que mulheres não sejam maltratadas, como diz; é, muito simplesmente, para que mulheres e homens possam ter os mesmos direitos.
- Ah... é isso o feminismo?! Então sou feminista!
Ganhei o dia logo ali! Mas a rota seguiu.
Na feira fizemos uma performance: sendo nós barro (estátuas no meio da praça), a Maria José Magalhães ia pedindo às pessoas em volta que dissessem como era a mulher ideal.
- É trabalhadeira! - dizia uma mulher que passava. E logo uma de nós, esculpida pela Deidré Matthee, assumia a postura de uma mulher a trabalhar. (as fotos vêm mais tarde, que as mãos eram de barro e não podiam segurar a câmara).
- É uma mulher dos calendários! - e lá ia a escultora trabalhar o barro.
- É a que faz tudo o que homem quiser
E as esculturas continuaram, comandadas pelo megafone.
Seguimos viagem. Viana do Castelo foi a paragem seguinte.
E aí ouvimos coisas como "a mulher ideal é forte.", "é o mundo", "é solidária e companheira", "é pensadora"... e muitos outros "é's".
Já em Braga, o almoço foi na Universidade, seguido de uma tertúlia na "Velha-a-Branca", organizada pelo núcleo de Braga da comissão promotora do Congresso Feminista 2008: Anabela Santos, Catarina Dias, Sylvie Oliveira.
Antes da retomada ao Porto, uma paragem em Famalicão. Muitos e muitas estudantes a responderem a'"o que é o feminismo?". No meio de tantas mulheres e homens interessandos/as e a dizerem-se feministas, um "feminismo é o contrário de machismo, não é?", passou quase despercebido, não fosse uma ideia recorrente.
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cuscavel
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3/07/2008
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Marcador: Congresso Feminista 2008, Dia Internacional da Mulher, Rota dos Feminismos, UMAR

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3/03/2008
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Marcador: Escrita (d)e Mulheres, Gabriela Llansol