sexta-feira, fevereiro 1

Estudos Feministas e Cidadania Plena

Só para lembrar que está quase e... deixar um link para uma notícia, saída hoje no "Ciência Hoje", sobre o colóquio.


8 e 9 de Fevereiro,
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

Programa

terça-feira, janeiro 29

It’s all about appearance [O que conta é a aparência]

Lately I’ve bought hair-dye (granada red) and lipstick (I wanted plum, but it turned out to be too-pink). I fingered some silvery nail-polish, even considered black, which I’ve never worn. In fact, I hardly ever wear make-up. So what’s all this about?

Yes, I’ve discovered a grey hair or two. And yes, I tend to buy all kinds of unnecessary but suddenly appealing things when it’s SALDOS. And, lets face it, my lips are lovely and deserve to be loved.

But also, I used to wear blue nailpolish, and glitter, and bindi. Not (just a) style, but part of a lifestyle: studying, intellectual arguments, budding political consciousness – in short, me in the making.

And maybe this a small clue as to why I suddenly have the urge to colour myself in. It’s not so much about appearance, but APPEARING [APARECER]. Bright and bold: me created by myself. A version drawn in vivid colourful strokes to render a recognizable image of how I would like to be (not look [parecer]). And I know not even red hair and dramatic lips or lashes can make up for that.

Ps The following image was painted entirely with beauty products! (see www.rhondaschallerchelsea.com)


© Elizabeth Pacentrilli Playful (Cosmetic Appeal series) Cosmetics 40” x 30” (102 x 76 cm) 2007

sábado, janeiro 26

Para nos lembrar que direito conquistado não é direito garantido


ACTO CONVOCADO POR ASOCIACIONES EN DEFENSA DE LA MUJER
Concentración en Sol en repulsa por el acoso a las clínicas abortistas

(...) En el acto madrileño, convocado por 70 organizaciones feministas, se ha leído un manifiesto en el que se han criticado las recientes actuaciones de la Guardia Civil y la personación en los domicilios de las mujeres para citarlas a declarar por la interrupción de su embarazo.

(...) En este sentido, los manifestantes han denunciado "las amenazas" que sufren las mujeres que quieren abortar, así como "las agresiones físicas y verbales a las que han sido sometidos los profesionales de las clínicas de interrupción del embarazo".

(...)
La portavoz de la Asociación Asamblea Feminista, Justa Montero, ha destacado en declaraciones a los medios que han iniciado una campaña de autoinculpación de mujeres que han abortado y de hombres que las han acompañado. Según sus datos, ya hay más de 2.000 personas que se han autoinculpado.


O texto de Maria Teresa Horta: aqui

quarta-feira, janeiro 23

Arquivo Pintasilgo

A Fundação Cuidar O Futuro disponibiliza, a partir de hoje, na internet o arquivo Maria de Lurdes Pintasilgo.

Poderão ser consultados 10.000 documentos e 100 fotografias, que constituem uma parte substancial do acervo documental da única, antes: primeira (assim soa a porta a abrir para a próxima...) mulher primeira-ministra portuguesa.


Imagem: Maria de Lourdes Pintasilgo a discursar durante
a cerimónia de tomada de posse do V Governo Constitucional

quinta-feira, janeiro 17

(Re)Inventando Lideranças: Género, Educação e Poder

É já amanhã... a segunda-parte.

quarta-feira, janeiro 9

Simone de Beauvoir

9 de janeiro de 1908 — 14 de abril de 1986




Notícias sobre o centenário do nascimento de Beauvoir:

Beauvoir por Kristeva - SIC

Still the second sex? - The Independent

Ícone do Feminismo cumpria hoje 100 anos - JN

Simone ou uma mulher livre - DN

quinta-feira, janeiro 3

6+ de 2007

11.02.2007
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CGAC "Batalha dos Xéneros"

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MNCAReina Sofia Paula Rego

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MAPFRE Camille Claudel

segunda-feira, dezembro 24

Feliz Natal e um excelente 2008!!




A todos, independentemente das suas crenças, um Feliz Natal e um 2008 recheado de desejos concretizados e objectivos atingidos!!

quarta-feira, dezembro 19

Da caixa de e-mail

Queridas cuscas, vejam esta maravilha que nos chegou por e-mail - obrigada à Elisabete por ter enviado:

Como Impede o Marido que a Mulher Aborte?

(...) Reza o art. 1577º do C. Civil que o casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida. Até os leigos entendem que um contrato é um acordo bilateral, de duas partes; uma harmonização de vontades. Igualmente é claro que constituir família entre duas pessoas de sexo diferente será não só viver em família mas também procriar; ter filhos – os quais não são ilícitos, nem nada que se pareça, num casamento. Ter filhos é o normal que se espera das famílias. Por seu turno a filiação relativa ao pai presume-se em relação ao marido da mãe na constância do matrimónio. E esta presunção legal nada mais é do que o corolário do principio de que o casamento é o contrato do direito da família mais importante da sociedade portuguesa.

Por tudo isto estamos conversados; o pai é o marido da mãe (art. 1796º e 1826º, n.º 1 do C. Civil) casamento é para constituir família e na expectativa de essa família estar a ser constituída, definitivamente não terá a mulher direito de por fim a uma gestação até ás 10 semanas, dum filho que não é só seu mas pertencente a si e ao pai, o qual poderá entender querer ser pai, justamente fruto de relações sexuais consentidas e queridas por ambos os cônjuges na constância do matrimónio e que pela sua inevitabilidade biológica conduzem à criação de vida – um filho. Assim, nós homens, que queremos filhos, não devemos esperar que as nossas mulheres simplesmente nos comuniquem que pretendem abortar (mesmo durante as dez semanas). Podemos reagir contra tal unilateralidade despótica da mulher por via de uma providência cautelar não especificada. (...)
António Velez
Vogal-Tesoureiro da Delegação de Abrantes

sábado, dezembro 15

Homens recusam admitir que menores salários se devam a preconceitos

Um quarto das mulheres portuguesas diz-se discriminada em matéria salarial. A conclusão faz parte de um inquérito baseado numa amostra de 1020 entrevistas, coordenado por Glória Rebelo, do centro de estudo Dinamia, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), encomendado pela União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Segundo os números apresentados (...) 24,1% das mulheres sentem-se discriminadas nos salários. Do lado dos homens, apenas 8,3% se queixam de ser prejudicados neste domínio.

Um dos aspectos mais curiosos do estudo prende-se com a forma como mulheres e homens justificam a discriminação salarial daquelas. É ponto assente que elas ganham menos e têm menos peso nas posições de chefia - "58% dos inquiridos reconhecem que os cargos directivos são sobretudo ocupados por homens". Porém, enquanto a maioria das mulheres atribui o facto aos "estereótipos associados às mulheres", os homens encontram explicações nas "insuficiências de qualificação",

[quantas mulheres há mesmo com o (e no) ensino superior?]

"menor capacidade para o trabalho" ou ainda "menor disponibilidade das mulheres para o trabalho".

[Quantas mulheres há mesmo que trabalham, em média, mais duas horas diárias do que os seus companheiros?]

Enquanto 69,4% das mulheres atribuem a dificuldade no acesso ao emprego a "resistências relacionadas com estereótipos de género", esta percentagem desce para zero entre os homens.

"A reacção dos homens só confirma que existe estereotipia, que se caracteriza precisamente pela falta de consciência das discriminações", disse ao DN Glória Rebelo.
(...)

Manuel Esteves

quarta-feira, dezembro 12

Comentários sem sentido...

"- Estão a oferecer um perfume?! Deviam era dar umas cuequinhas fio dental em braile..."

Teria piada este comentário, não fosse dito pelo dono da empresa, quando estavam todos os trabalhadores reunidos a cantar os parabéns a uma colega.

Nojento... eu acho...

terça-feira, dezembro 11

Film or someting like it

Venha um filme de domingo para nos distrairmos das consequências das distracções do dia anterior. Comando na mão, cobertor sobre as pernas e ressaca sob vigilância: a missão é vegetar.

Uma vida em Sete Dias, com a Angelina Jolie, parece cumprir a função. Arrisca-se.

O filme mostra a historinha de uma mulher com passado de patinho feio (typical!) que se torna numa deslumbrante repórter, famosa, rica e noiva de uma cobiçada figura do baseball. Numa reportagem, entrevista um “profeta” que lhe anuncia a morte dali a sete dias.

E, a partir daí, não são precisos mais de sete segundos para querer que ela morra mesmo.

7. Apercebe-se do vazio da sua vida
6. Mulher bem sucedida é sempre infeliz
5. Que o noivo não está verdadeiramente apaixonado por ela (como o seu companheiro de trabalho e de outros lençóis)
4. Mulher bem sucedida é sempre infeliz;
3. Ao conseguir o desejado lugar na tv nacional prefere ficar na terrinha com o seu amorzinho - o totó sentimentalóide.
2. Mulher pouco ambiciosa e que troca o trabalho pelo amorzinho é sempre feliz!

1. Por que raio tem de ser sempre a mesma moral?

Temos de avisar os senhores que o objectivo é vegetar enquanto vemos o filme. Não enquanto o fazem. 0

sexta-feira, novembro 30

Um brinde à camelice

Vasco Pulido Valente, hoje, no Público, na sua crónica o-mundo-é-todo-uma-merda-e-um-copo-de-vinho-e-só-eu-o-iluminado-o-consigo-ver, vem ridicularizar as declarações feitas por Manuela Augusto, Bento Domingues e Mário Soares a propósito do colóquio “Mulheres nas religiões”; sendo que estes criticam o subordinação das mulheres aos seus maridos, na Bíblia (só para dar um exemplo).

Este caro senhor – fruto do tinto? – só pode pensar aos soluços. Do alto do seu superior conhecimento, cospe ironicamente: “É sem dúvida lamentável que a gente que escreveu o Antigo Testamento entre o século X e o II a.C. não conhecesse e privasse com a dra. Augusta e o dr. Mário Soares, para vantagem da humanidade e da correcção política. Sobretudo, como hoje se constata, a ausência da dra. Augusta (e do PS) foi trágica”.

…e fico a pensar: ele escreveu mesmo esta medonha estupidez?

Não só quer passar um atestado de estupidez aos citados como a nós. Alguém acreditará que estas (re)escritas e (re)leituras de textos sacros esquecem o momento histórico em que foram concebidos? Ah… espera lá: há mesmo. Há quem aplauda, até, esta barbaridade. Por isso é que ele tem como continuar a pagar os copos.

Senhores (da terra - que se querem confundidos com o dos céus, amén), o que estas análises pretendem é, precisamente, mostrar como os textos se circunscrevem no tempo. Trazer à lupa essa distância. Desmontar essas visões. Denunciar motivações económicas, políticas… - ocultas e ocultadas.

O que os caríssimos senhores querem tacanhamente censurar é que a religião – mesmo para quem nela não acredita – não fica fechada nas igrejas.

É óbvio que a religião é pilar da (nossa) cultura! É óbvio que é pilar das representações actuais das mulheres! E é óbvio que é preciso desvendá-lo.

Ou deveria ser; afinal, falamos Dos esclarecidos.

Thim, tchim!

A crónica pode ser lida aqui: "Há vida para além da crítica literária!"

quinta-feira, novembro 29

Courrier Blogosférico



-“Eu sou o homem desta casa, por isso, a partir de amanhã, eu quero que tenhas pronta uma refeição quente e deliciosa para mim, no segundo em que eu entro por aquela porta...Depois, enquanto vejo TV e relaxo no sofá, vais trazer-me os chinelos e depois preparas-me um banho. E quando eu tiver acabado de tomar banho, adivinha quem me vai vestir e pentear o meu cabelo?

- “O agente funerário.”

quarta-feira, novembro 21

Já viram esta aberração?

Campanha Tagus "Orgulho Hetero"

(...) Que impacto teria na sociedade portuguesa uma campanha publicitária intitulada "orgulho branco", por exemplo? Teria a Tagus o mesmo à vontade em lançar uma campanha semelhante (...) ?


Sara Martinho,

recebido por mail

Adenda 1: Vejam o surpreendente "apoio", à cerveja tagus, por parte das Panteras Rosa - activistas contra a homofobia

Adenda 2: a prova de que vale a pena denunciar: aqui

sábado, novembro 10

"Violência não faz o meu género"

Entre 6 e 30 de Novembro estará patente na Assembleia da República a exposição de cartoons «A Violência Não Faz o Meu Género». Esta mostra insere-se na da Campanha de «Combate à Violência Contra as Mulheres, incluindo a Violência Doméstica».

A exposição terá lugar no Edifício Novo da Assembleia da República entre os dias 6 e 30 de Novembro, de segunda a sexta-feira, das 9H00 às 17H30 e a entrada é livre.

Vídeo com outros cartoons: aqui.

E eu acrescentaria: porque homem que bate, nunca bate bem!

segunda-feira, novembro 5

spread the word


check this out:
the 'imagining ourselves' online exhibit has a new project.
they are inviting women everywhere to answer the question:
what (one word) defines (y)our generation of women?
you can contribute in three easy steps:
1. in big bold letters (in any language) write your word on a large piece of paper.
2. take a picture of yourself showing this.
3. send to iosubmissions@imow.org
and take a look at the fantastic site at www.imow.org