terça-feira, fevereiro 6

Beleza?

Meninas não desesperem... toda a gente consegue ser bonita...

ou

Meninas não desesperem... por denegrirem tanto a imagem da Mulher...

segunda-feira, fevereiro 5

Elogio à moda*

Tudo aquilo que ornamenta a mulher, tudo o que serve para ilustrar a sua beleza, faz parte dela mesma; (…) A mulher é sem dúvida uma luz, um olhar, um convite à felicidade, uma palavra por vezes; mas ela é sobretudo uma harmonia geral, não apenas na sua compleição e no movimento dos seus membros, mas também nas musselinas, nas gazes, na vasta e cintilante profusão de tecidos com que se envolve, e que são como que os atributos e o pedestal da sua divindade; no metal e no mineral que serpenteiam em torno dos seus braços e do seu pescoço, que juntam as suas centelhas ao fogo dos seus olhares, ou que brilham docemente nas suas orelhas.

Baudelaire
in "O pintor da vida moderna"


Aqui tens, querida Cuskiss, um defensor do teu “andar na moda não é vergonha”.

Diz-nos, Baudelaire, que só o sobrenatural, o artificial, o ornamento é virtuoso – sinal de nobreza primitiva da alma humana - e que a natureza apenas tem o papel de nos constranger a necessidades e nos conduzir a atrocidades, por ser vista como a voz do nosso interesse (egoísmo).

E se “o mal se faz sem esforço, naturalmente, por fatalidade “ e “o bem é sempre produto de uma arte”, a moda não pode senão ser considerada como “um sintoma do gosto do ideal, flutuando no cérebro humano, acima de tudo aquilo que a vida natural vai acumulando ali de grosseiro, terrestre e imundo, como uma deformação sublime da natureza.”

Por isto, querida cusca (queridas cuscas), é teu direito aplicares-te a “parecer mágica e sobrenatural”, e de “recorrer a todas as artes para obter os meios de se [te] elevar[es] acima da natureza”.

* a propósito do post “O último grito da moda”

segunda-feira, janeiro 29

Bem...

"As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física".
Nietzsche .

terça-feira, janeiro 23

O último grito da moda!!!

Alguns truques aqui, algumas diferenças ali, mas as passareles desta temporada apresentaram ,basicamente, uma moda parecida e sincronizada para todos os gostos!
As apostas desta temporada são:
- Vestidos Trapézio: Amplos e bem curtinhos, os vestidinhos no formato trapézio são frescos e confortáveis. Tudo o que precisamos para encarar a estação mais quente do ano!
-Navy: Estilo jet-set, navio e festa em alto mar! A moda pede, riscas, cordas, boinas, nós e lógico: marinho, vermelho e branco.
-Calções: Desde o verão passado, eles resistiram bravamente ao inverno e seguem com tudo neste verão. Os calções são aposta certa para qualquer ocasião variando, é claro, no tecido e no modelo.
-Jardineiras e macacões : Peças obrigatórias! Se existe algum "hit" neste verão, são os looks de maxi-peças que unem regata ou suspensório, a calções, calças e saias formando macacões, e jardineiras. Nos mais variados estilos, os "hits" aparecem do descontraído ao sexy sem pecar nos estampados ou nos tecidos lisos.
-Formas Fluídas: O verão pede frescor e frescor pede formas soltas que se deixam levar. Esta é a máxima para o verão 2007. Fluídos nas saias, nas calças, nos tops, nos vestidos.....
-Mini: Pernas à mostra! É bom começar a cuidar delas. Esta temporada grita: Mini saia! Mini calção! Mini vestido! Ultra-sexy, mega moderno e por que não, meigo! Vulgar? Nunca! Comportada, sempre!
-Arco-Íris: Cores sem pudores. Neste verão elas saltam aos olhos saturadíssimas! Pode tudo! O protagonista? Vermelho berrante!
-Preto: E para quem ainda torce o nariz para toda essa explosão de cores, uma alternativa: o preto. Sim, é verão, a gente sabe. Mas ele veio com força e apareceu em todos os desfiles nos mais variados looks. Pretinho básico, black total, preto e branco, em alguns detalhes.... para todos os gostos!
- Sobreposições: Agora é hora! Sabe quando você quis ousar? Misturar cores, estampados, transparências e recortes? Agora pode tudo! Top com top, legging com saia, bermuda com calção... Faça o que quiser!
-Etnico: Temporada vai, temporada volta e as influências étnicas estão sempre com tudo. Também pudera! Tanta cultura não pode ser assim desperdiçada! E viva as etnias!
-Maximalismo: Já foi dito mas eu repito: Pode tudo! Rendas, bordados, brocados, adamascados, cores, comprimentos, acessórios, volumes...
-Acerte a mão na maquilhagem: Pele estilo cenoura saiu de moda faz tempo. Um bronzeado leve e saudável toma conta do verão, reforçando a idéia do cuidado com a pele e enfatizando os problemas causados pelos malefícios do sol em excesso. Para dar “aquele ar” invista em: Pó iluminador, sombras metálicas e boca rosa. Para contornar os olhos: o lápis branco é o encarregado de abrir o olhar. E para quem não abre mão... o bom e velho batom vermelho segue sendo caliente!
-Cabelos: Quanto mais despenteada a juba, melhor! Looks descontraídos e franjas são a ordem do momento. A nova mania? Perucas! Será que alguém aguenta?

in fashion profile

Agora, mãos á obra. Não quer dizer que se siga á risca, mas fazer os possiveis para andar na moda...e confortaveis!!!


Beijokas

sexta-feira, janeiro 19

Vai uma aulinha de Português?

Porquê (s.m.):
O que está na origem ou explica um acontecimento, um comportamento.
= CAUSA, MOTIVO, RAZÃO.
Exemplos:
- Ninguém entende o porquê de tanta confusão.
- Este porquê é um substantivo.
- Quantos porquês existem na Língua Portuguesa?
- Existem quatro porquês.

Porquê (adv.):
Tem valor semântico causativo em frases interrogativas directas, sendo parafraseável por «por que motivo», «por que razão».
a) Usa-se isoladamente, sem outro constituinte na frase.
Exemplo:
- Não estou interessado. - Porquê?
b) Usa-se como frase infinitiva.
Exemplo:
- Porquê complicar tanto as coisas mais simples?

Por quê:
Sempre que a palavra “que” estiver no final da frase, deverá receber acento, independentemente do que a preceder.
Exemplos:
- Ela não me ligou e nem disse por quê.
- Estás a rir-te de quê?
- Vieste sentar-te aqui para quê?

Por que:
Usa-se por que, quando houver a junção da preposição “por” com o pronome interrogativo “que” ou com o pronome relativo “que”. Para facilitar, poderemos substituí-lo por «por qual razão», «pelo qual», «pela qual», «pelos quais», «pelas quais», «por qual».
Exemplo:
- Por que não me disse a verdade? (= por qual razão)
- Gostaria de saber por que não me disse a verdade. (= por qual razão)
- As causas por que discuti com ele são particulares. (= pelas quais)
- Esta é a causa por que luto. (= pela qual)

Porque (conj.):
Usa-se para ligar frases por subordinação no modo indicativo, e indica na frase que introduz:
a) Causa = como, dado que, visto que.
b) Ausência de explicação lógica ou recusa de a apresentar.
Exemplo:
- Porque é que não falas mais alto? - Porque não.
- Porque é que estás sempre a ver as horas? - Porque sim.
c) Apresenta função de coordenação entre frases independentes, permitindo justificar uma pergunta feita anteriormente, sendo parafraseável por «é que», «acontece que».
Exemplo:
- Estás a pensar ficar até mais tarde? Porque hoje estou sem carro.

Porque (adv. interr.)
Tem valor semântico causativo ou final em frases interrogativas directas, sendo parafraseável por «por que motivo», «por que razão», «com que fim», «com que intenção».
Exemplos:
- Porque saíste sem avisar?
- Porque mentiste?
Tem valor semântico causativo ou final em frases interrogativas indirectas, depois de verbos declarativos, sendo parafraseável por «por que motivo», «por que razão», «com que fim», «com que intenção».
Exemplos:
- Não explicou porque tinha de fazer de novo o trabalho.
- Não sei porque estás tão preocupada.
- Perguntei-lhe porque tinha escolhido aquele curso.

terça-feira, janeiro 16

Um post na ponta da língua

Quem já não ouviu falar de orgasmos vaginais? Não se assustem pelo facto de somente o terem ouvido e nunca experimentado. É que esse aclamado orgasmo vaginal é um mito, diz-nos Anne Koedt em "The Myth of the Vaginal Orgasm" (1970).

É o clitóris, e não a vagina, que está no centro da sensibilidade sexual.

É evidente que existem diversas áreas no nosso corpo despertas para a sexualidade. Freud dizia, até, que a sexualidade da mulher é difusa (dispersa por todo o corpo) por esta não ter um órgão sexual "visível"; logo, não tem uma parte do corpo específica em que "focar" a sua sexualidade – ao contrário do homem que a concentra no pénis.

Apesar destas inúmeras áreas, só existe uma responsável pelo clímax; e essa área é o clitóris. Todos os orgasmos são uma extensão das sensações provocadas por esta área.

E estão vocês a pensar: então e as vezes em que tive um orgasmo sem ter estimulado o clitóris?!
Isso é fruto da vossa cabeça. Literalmente. É que há também a estimulação através de processos mentais primários. Mas, apesar da estimulação poder ser psicológica, os "efeitos" continuam a ser físicos e o orgasmo ocorre, necessariamente, no órgão sexual equipado para o clímax: o clitóris.

Posto isto, caras cuscas, há que meter mãos à obra!

domingo, janeiro 14

A propósito deste post da Alien**

"A publicidade alimenta-se de estereótipos. (…) A publicidade pretende chegar ao maior número possível de gente e tem de utilizar imagens maioritárias, que são as mais retrógradas e resistentes à mudança. Hoje, a imagem que a publicidade dá da mulher não satisfaz nenhuma mulher. (…)

Talvez o problema não seja o facto de a publicidade fazer uso do estereótipo: é que ela fabrica-o, transforma qualquer imagem em estereótipo, de tanto a manusear. O seu carácter e a sua finalidade [persuasiva] obrigam-na a exagerar alguns aspectos em prejuízo de outros.

(…) De tudo o que foi dito não deve deduzir-se que caberia aos profissionais da publicidade ver que o assunto de uma publicidade ilícita ou de qualidade duvidosa [somente a eles] lhes diz respeito. (…)

Vivemos, sem dúvida, numa economia de mercado que não se desenvolve nem progride sem o marketing adequado. Mas, já que há uma certa mercantilização, pelo menos, é inevitável, em vez de nos arrepelarmos e alarmarmos por tudo e por nada, talvez fosse mais eficaz aprendermos a tirar partido das vantagens da publicidade para vender o que vale a pena vender. Vender cultura ou vender valores.

(…) Não só os publicitários, também os poderes públicos e a chamada sociedade civil devem estar alerta e adquirir visão crítica necessária para não se deixarem levar pela inércia publicitária.

(…) a mulher, como publicitária, como política ou como consumista, pode dizer muita coisa e coisas interessantes. Não só denunciando a publicidade machista, que isso já se faz e já temos os publicitários bastante mentalizados a esse respeito*. Sobretudo, contribuindo para que o interesse comum não se identifique automaticamente com o economicamente rentável."

Victoria Camps
In O Século das Mulheres


E vénia lhe seja feita: existem, realmente – e conseguimos lembrar-nos deles- excelentes anúncios institucionais que conseguem efeitos a curto prazo. E não deixa de ser uma venda.

* a autora refere-se à realidade espanhola. Será também a portuguesa?
**ver o post aqui

quinta-feira, janeiro 11

Contradições do não



Se não consegues confiar-me uma escolha,
como podes confiar-me uma criança?


esta imagem foi surripiada. mas ladrão que rouba a ladrão...

segunda-feira, janeiro 8

Arte feita pelas mulheres (1)

A selecção das artistas que configurarão nesta série responde, naturalmente, a critérios aceites por teóricos da arte. Mas, dentro dessa selecção, existirá uma outra que corresponde a juízos valorativos individuais. Às minhas preferências, está visto.Posto isto, apresento-vos:


Barbara Kruger
n. em 1945 em Newark; vive e trabalha em Nova Iorque e Los Angeles.



Esta artista utiliza sobretudo fotomontagens que figuram em placards, instalações de parede, livros, cartazes em autocarros e outros suportes. Kruger recolhe imagens dos meios de comunicação social e dá-lhes um novo contexto, um novo significado. A essas imagens adiciona textos que pretendem subverter mensagens que a cultura capitalista bombardeia constantemente.





Sendo também escritora, Barbara Kruger (B.K.) foi responsável por alguns dos textos mais fortes do "feminismo estético", denunciando e criticando o falocentrismo [característica das sociedades que não só estão dominadas pelo macho (portador do falo) como o preconiza como valor e referência absoluta] nas tradições figurativas e gestuais e nas representações do corpo da mulher - visto como objecto de troca/capitalizado.





Os trabalhos desta activista foram altamente impulsionados pela teoria – que ela própria desenvolvera – de que as mensagens latentes nos média (tal como no cinema) procuram a normalização dos sujeitos (para irem ao encontro dos seus propósitos ideológicos, económicos e sociais); e que são (também) essas mensagens/representações responsáveis pela percepção que temos do sexo feminino (e masculino), bem como do género.


Para travar esta difusão estereotipada, B.K. procurou, em toda a sua obra, desconstruir estas mensagens/representações.


Nas imagens que agora vemos, B.K. utiliza sobretudo os pronomes pessoais "eu"(I), "vós", "tu" (you), "nós"(we), em vez de dizer "a mulher" ou "o homem". E fá-lo deliberadamente para recusar o alinhamento com o género; para permitir que qualquer pessoa (mulher/homem) se identifique com a mensagem, precisamente porque, diz-nos Kruger, a masculinidade e feminilidade não são identidades estanques, mas, antes, objecto de mudança.



Nas suas exposições/instalações espaciais, Kruger usa as paredes, o chão e o tecto como veículos de imagens e textos omnipresentes e de grande formato, cobrindo normalmente toda a sala, excluindo qualquer possibilidade de se "desviar o olhar" - como mostra a fotografia.




Para terminar, um trabalho recente de Barbara Kruger:

... porque a mensagem inerente me parece mais do que apropriada (dada a actualidade política do nosso país – pelo menos quanto à primeira frase).

... e porque é reveladora da força imagética e ideológica da arte de Kruger.

...



Tradução livre das imagens, por ordem de apresentação:
1. Compro, logo existo
2. O teu corpo é um campo de batalha
3. Tu não és tu própria/ próprio
4. Nós não precisamos doutro herói
5. Imagem de parte de uma instalação
6. Pró-vida para os por nascer/ Pró-morte para os nascidos

Mais sobre B.K. aqui
E se ficaram curiosos/curiosas, nada como ir a Serralves ("Anos 80: uma tipologia", onde encontrarão uma obra de Kruger e de outras artistas que aqui vamos mostrar, bem como na exposição que está na biblioteca da fundação: "Corpo como utensílio").






quinta-feira, janeiro 4

Série: Arte feita pelas mulheres

Em 1989 um cartaz das Guerrilla Girls protestava, nas ruas de Nova Iorque, contra o sexismo institucionalizado. Neste caso, nos museus.

A actualidade de há 18 anos é também, ainda que atenuada, a actualidade de hoje. (já tínhamos avisado quanto à redundância!)

E para que o papel da mulher na arte não se apague num corpo objecto; para que não seja mero espelho de uma visão masculina - nua de pluridimensionalidade; para que a mulher (o seu mundo) possa ser matéria de si mesma e, assim, menos falsificada e espartilhada, há que retirá-la da tela – convocando-a - e destacar-lhe o lugar de criadora.

Eis o motivo da série de posts que agora se anuncia.

Fica, portanto, a promessa de, muito simplesmente, mostrar em posts futuros mulheres que se distinguiram na arte do séc. XX e XXI.

… até lá, deixemos a promessa suspensa – como um post que abruptamente acaba numa imagem - na arte deste grupo de artistas anónimo.


Outros posters, das Guerrilla Girls, podem ser vistos aqui.
E aproveitem para cuscar todo o site!

sábado, dezembro 23

Sim. Razões para votar:

1. Ao votar sim não estás a dizer às mulheres para abortarem.
Estás a dar-lhes ( e a ti – não acontece só aos outros) a oportunidade de tomarem, por si próprias, a decisão. Sem represálias.

2. Ao votar sim não estás a liberalizar o aborto.
Estás apenas a permitir que uma mulher que aborte, até às 10 semanas de gestação do feto, não corra o risco de ser punida pelo estado – despenalizar (tirar a penalização a).


3. Ao votar sim não estás a matar.
Poderás, antes, estar a salvar vidas – sabias que são mais de 60.000 as mulheres que morrem, por ano, aquando de abortos clandestinos?

Estarás a dar a oportunidade de se interromper a gravidez com segurança – física e psicológica.


4. Ao votar não, não estarás a impedir o aborto. Ele não deixará de existir.
Quem tem dinheiro continuará a socorrer-se do país vizinho. Quem não tem, continuará a abortar clandestinamente.


5. Ao votar sim não estás a dizer que o aborto passará a ser um meio anticonceptivo.
Haverá alguém a dizer “vamos lá dar uma queca sem preservativo que depois faço um aborto”?
Ninguém decide abortar de ânimo leve.
Se alguém pondera abortar é porque a gravidez não foi desejada, mas um acidente.

Lembras-te da vez que o preservativo furou?
Lembras-te daquele dia em que te esqueceste de tomar a pílula?


Nesses momentos de azar, se não engravidaste, tiveste sorte. Se não tiveste de colocar a tua vida numa balança para pesar decisões, tiveste sorte.

Outras não têm essa sorte. Não lhes acrescentes outros azares como terem de se sentir (por vezes já o sentem) como criminosas, escondendo-se do “estado” e correndo o risco de morrer.


6. Ao votar sim, estás a permitir que cada mulher decida por si. Que decida sobre o seu corpo. Sobre a sua vida.
Estás a permitir que se decida. Como tu agora tens a possibilidade de decidir como votarás.

segunda-feira, dezembro 11

Mulheres contra mulheres? *

Eles preferem trabalhar com elas porque elas não levantam ondas.
Elas não gostam de trabalhar com elas para não terem sombra.
Eles preferem conviver com eles porque são da malta.
Elas não podem passar sem outras elas; de quem falar mal?

As relações entre eles estabelecem-se naturalmente.
Entre elas as relações são mais difíceis, sendo, frequentemente, caracterizadas como triviais, pouco sinceras, competitivas e com doses de malvadez.

Quais os culpados de tão celebrado estereótipo?

Dividir para Reinar
No que ao papel do homem diz respeito, digamos apenas que este seguiu com afinco – e êxito - a máxima “dividir para reinar”. É que para manter o poder, a ordem masculina precisava impedir que as mulheres se reunissem e formassem alianças; já que quando as relações femininas não são sólidas, as mulheres ficam mais expostas à exploração do homem.

E dividir não foi difícil: bastou encerrá-las na esfera doméstica. Mergulhadas nos círculos repetitivos do quotidiano, as suas conversas giravam em torno dos filhos, da casa, do marido… não tendo como se desenvolver socialmente.

Uma outra chave para manter as mulheres divididas foi levá-las a interiorizar que quando uma mulher conquistava um lugar no mundo (que vinha do reconhecimento e aceitação por parte do homem), outra era excluída. E se só havia espaço para uma…. já se sabe “contra” quem tinham de lutar. Para além disso - há estudos que o indicam – os oprimidos são especialistas em hostilidades para com pessoas vulneráveis como elas. Revoltadas mas impotentes face aos opressores, voltam-se para os seus semelhantes oprimidos. Como se fosse a única catarse possível.

Mas não nos detenhamos no papel do homem.

Reino de Divididas
Se aquilo que até agora foi dito se mantém nos dias de hoje não será somente responsável o homem. O patriarcado** não teria podido manter-se ao longo de milhares de anos sem a cumplicidade das próprias mulheres. É, por isso, importante tomarmos consciência do papel que desempenhamos na manutenção da dominação masculina.

A verdade é que persistimos no erro de considerar que o valor de uma mulher implica a desvalorização de outra mulher. Quando sentimos que uma mulher é aceite e valorizada por um homem, tendemos a enumerar-lhe uma série de defeitos.

Quantas de nós se sentiram ameaçadas quando percebíamos que o grupo de amigos se começava a alargar a outras mulheres? Daí as críticas mordazes às novas figuras femininas que começam a frequentar o NOSSO café.

Quantas de nós caímos na tentação de dizer, perante uma mulher bonita, que era fútil porque cuidava da aparência? Ou que é bonita somente por fora?

Unir para Reinar
Por isso, a verdadeira alavanca da mudança somos nós mesmas, mesmo por quem diz não sentir a descriminação (eu também o dizia há bem pouco tempo), porque basta pensar como seria ser homem por um dia para descobrir as diferenças.

E isto é igualmente válido para as feministas, já que acabam por ser também misóginas (hostilidade face à mulher) para com as que cedem à dominação masculina…

Não reforcemos a inferioridade, que nos atribuíram, com as nossas inseguranças. Deixemos as comparações, as depreciações, a criação de incertezas nas outras mulheres, as avaliações constantes;
Não tenhamos medo de dizer o quanto aquela mulher é inteligente, honesta, divertida, bonita, leal… Saibamos admirar uma mulher!
Saibamos ser essa mulher.

Sem REIno
Saibamos não temer a luminosidade das rainhas singulares para deixarmos, enfim, a sombra do REInado.
Saibamos ser a singular que abdica do choque com outras singulares em proveito de um plural.

Saberemos?


* Título surripiado ao livro de Carmen Alborch
** Patriarcado: forma de organização política, religiosa, económica e social baseada na autoridade e liderança homem; sistema em que predomina o domínio do homem sobre a mulher

quarta-feira, novembro 29

Protocolo

O Comportamento

"Todo o ser humano tem hábitos ou pequenas manias, algumas das quais não devem ser vistas em público, como por exemplo o bocejo ostensivo – sobretudo sem se por a mão diante da boca, espreguiçar, espirrar com força. Claro que uma constipação não é uma falta de educação, mas pode ser disfarçada com discrição. Somente os lenços de tecido deveriam ser utilizados, sem serem desdobrados na sua totalidade e voltar a guardar depois de utilizados, ou lenços de papel que serão usados de igual modo discreto. Assoar é um gesto natural, não sendo necessário baixar ou voltar a cabeça. A discrição deve ser usada especialmente não se fazendo o som de trombeta.
Jamais se coça em público, especialmente as partes do corpo mais privadas, sendo um dos gestos mais deselegantes.
As mãos não devem estar permanentemente nos bolsos, especialmente quando se fala com alguém."

In: www.portugalprotocolo.com



terça-feira, novembro 21

Curiosidades úteis

- Vestir castanho nas reuniões de trabalho, porque é uma cor quente e assim cria proximidade.

- Pessoas baixas não devem usar o cinto da cor dos sapatos, pois parecem mais baixas ainda.

- As mulheres baixas devem usar colares compridos, pois alonga a figura.

- As mulheres que esqueçam usar preto num casamento, é contra o protocolo. (se bem que a tradição já não é o que era) Ah, já agora, sabiam que o primeiro vestido minhoto era preto?!

- As pessoas mais gordinhas não devem vestir riscas e as pessoas magrinhas devem evitar o preto.

Existem muitas dicas interessantes que devíamos conjugar no nosso dia-a-dia!
Por muito que se diga que a imagem não importa, está provado que não é bem assim...

Espero novas curiosidades úteis vossas...

Lanço ainda um desafio ás cuscas para darem seguimento ao meu post :)

sexta-feira, novembro 17

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e stress físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréctica. Uma pessoa anoréctica pode ser também bulimia. A anorexia nervosa afecta primariamente adolescentes do sexo feminino e jovens mulheres do Hemisfério Ocidental. A taxa de mortalidade da anorexia nervosa é de aproximadamente 10%, uma das maiores entre qualquer transtorno psicológico. A anorexia nervosa, por ser uma doença com raízes psicológicas, é difícil de ser tratada e curada. Uma vez diagnosticada, a anoréctica passa por terapia individual, terapia em grupo e terapia familiar, em casos leves e moderados. Punições contra recaídas geralmente são pouco efectivas, uma vez que o objectivo do anoréctico é emagrecer a todo custo. A força de vontade da anoréctica em tratar-se é importante, mas como a negação do problema é frequente, médicos, terapeutas e familiares precisam ser pacientes enquanto motivam e apoiam a anoréctica em sua recuperação. Paciência, diálogo e motivação são essenciais no tratamento contra a anorexia.

“A modelo brasileira Ana Carolina Reston morreu, esta terça-feira, num hospital de São Paulo, Brasil, vítima de anorexia. A jovem tinha 21 anos e com 1,74 de altura pesava apenas 40 quilos.

Ana Carolina foi internada em Outubro, vítima da doença e com problemas respiratórios e renais. A modelo foi hospitalizada na véspera de uma viagem que a levaria a Paris para uma sessão fotográfica. Desde então, o estado de saúde da manequim foi piorando até se transformar numa infecção generalizada.
A modelo brasileira vomitava quase tudo o que comia e a sua alimentação resumia-se sobretudo a tomates e maçãs. Recentemente, Ana Carolina viu recusado o «book» que fez para Giorgio Armani, por ter sido considerada demasiado magra. Ainda assim trabalhava para agências internacionais como a Ford, Elite e L'equipe.
A família espera que a morte da modelo sirva de alerta para os perigos da ditadura da magreza.”

Era bom que isto acabasse, mas cada vez mais aumenta... Cada vez mais se vê modelos muito magrase são exigidas também pela alta costura. Para mim deveria haver modelos de todo tipo, altas, médias, baixas, magras, gordas, médias... Afinal somos todos de carne e osso (eu mais carninha :P) e a roupa existe para todos!!






segunda-feira, novembro 13

porque não brincam as pessoas crescidas?

"As pessoas crescidas também brincam.
Crianças e adultos necessitam de brincar, embora as brincadeiras sejam diferentes.
Os crescidos praticam desportos, pintam, lêem romances e jogam xadrez, cartas ou bilhar.


Há muitas teorias que explicam o maravilhoso fenómeno dos jogos infantis e adultos. As mais simplistas e vulgarizadas são as de que o jogo corresponde a um descanso ou a um extravasamento do excesso de energia. Entre as crianças, é uma preparação para a vida adulta, necessidade natural encontrada entre os animais, pois cada animal pequeno brinca de acordo com as suas futuras actividades. O jogo é um grande agente de expansão da personalidade".


In "porquê - 500 perguntas 1000 respostas"

terça-feira, novembro 7

Discriminação sexual

Ontem fui a uma entrevista de emprego e após alguns minutos da quebrar o gelo o entrevistador diz:

- "(...) Eu gostaria muito que viesse trabalhar connosco! É uma rapariga bonita, concerteza ia vender muito, visto que a maioria dos nossos clientes são homens... sabe como é..."

A mulher sempre foi alvo de descriminação!
Com o passar dos tempos pensava que mudava, mas afinal não!
O que ele me disse não é discriminação sexual?!

Na CAMA com.....

Tenho que confessar-vos uma coisa…

Fiquei bastante surpresa, quando fui com uma amiga convidar outra amiga para lanchar… Tivemos que esperar e o sítio onde esperamos é que me surpreendeu, o seu quarto! Não, não era o quarto que era desconhecido, esse já o conhecia…Mas, sendo a pessoa em questão bastante madura, responsável, inteligente, culta, determinada e sonhadora, nunca pensei que ela passava as noites agarrada ao......

Sim, sim… Olho para a cama e vejo lá o pobre “moço” deitado ao lado da almofada dela!! Só nos rimos, claro!!
E diz ela que é fixe dormir com o Tweety :), que é fofinho! Realmente ele é fofinho, porque tive de lhe tocar para ver ;)

Já viram as coisas que se descobrem?! E eu nunca pensei que ela dormiria com um Tweety, mas depois eu lá confessei que, aqui á um tempo também dormia com um peluche ( não gozem!! )

Bem, mais uma cusquice que descobri ;)

cuscarédo :P

sábado, novembro 4

gravidez é possível em mulheres que sofrem de doenças afectivas

"Estima-se que 1% da população nacional sofra de doença bipolar, um distúrbio psiquiátrico que se define por variações acentuadas do humor. Dizem os especialistas que as mulheres são as mais afectadas. Para estas, o conselho é, muitas vezes, evitar engravidar. No entanto, defende Helena Esteves, psiquiatra no Hospital do Barreiro, a coexistência entre gravidez e doença afectiva é possível, mas com alguns cuidados.

«Há um risco para o bebé, já que os medicamentos podem, na grande maioria, causar malformações ao feto. E para a mãe também, uma vez que não é bom deixar a medicação»,confirma, a especialista. Mas, acrescenta, «com um bom planeamento e acompanhamento», é possível levar uma gravidez a bom termo.

Dificuldades a superar
Não há, entre nós, estudos sobre a gravidez em doentes bipolares. Porém, pesquisas internacionais revelam as dificuldades que estas mulheres têm de enfrentar.
«Cerca de 30% dos maridos não querem os bebés. Há o risco genético, pois existe a componente hereditária e há ainda uma grande instabilidade.»"

In "Destak"

quinta-feira, novembro 2

O Diabo veste Prada


Um filme cor de rosa sem dúvida, cheio de glamour e sofisticação!

"Em "
O Diabo Veste Prada", Andrea (Anne Hathaway) consegue o seu primeiro emprego na mais importante revista de moda de New York, a "Runway Magazine".
Andrea terá o desafio de ser assistente da toda poderosa Miranda Priestly (Meryl Streep). Apesar de ser uma oportunidade pela qual um milhão de jovens mulheres em Nova York chegariam a matar para conseguir, ela vai descobrir que não será fácil sobreviver a ela.
A modelo brasileira, Gisele Bündchen, faz uma pequena participação no filme, como uma empresária do mundo da moda.
A personagem de Meryl Streep é inspirada na famosa editora da revista Vogue americana, Anna Wintour.
Laura Weisberger, autora do livro, "O Diabo Veste Prada", trabalhou como assistente de Anna na publicação.
Quando soube que seria produzido um filme sobre o livro, Anna Wintour começou uma campanha para abafar a produção.
De acordo com a revista americana Radar, ela pediu que nenhum estilista participasse ."

Saliento o grande papel que a Meryl Streep faz, mais uma vez, prova a grande actriz que é!

Vale a pena ver o filme, porque nem que seja por um momento, todas as mulheres sonham com o seu momento na passadeira vermelha, ou não?!