quinta-feira, janeiro 11

Contradições do não



Se não consegues confiar-me uma escolha,
como podes confiar-me uma criança?


esta imagem foi surripiada. mas ladrão que rouba a ladrão...

15 comentários:

Natarajboy disse...

O SIM vai contar com o meu voto, mas neste país com estas mentalidades e o que tenho visto e ouvido por aí, não acredito que seja desta...:S

Alien David Sousa disse...

Brilhante.
Gostava de ver espalhado por este Portugal cartazes destes ( em português, claro). É que não vejo nada pelo SIM.
O meu voto, como mulher responsável vai ser pelo SIM. Mas temo que mais uma vez o Não saia disto a rir.
Bom post cuscavel
bjs alienígena

Kitty disse...

Infelizmente tb penso que o Não vai ganhar mais uma vez. Viva a hipocrisia!
Mas eu vou votar Sim pela liberdade e digniddade das mulheres!
Beijocas

cuskiss disse...

Com o meu voto já cá vão 4! Acredito no sim. Acredito que desta vez seja diferente!!

Amiga cuscavel, obrigada por pores este ninho de cusquices a andar...eu ando mesmo sem tempo!

Beijokas

cuscavel disse...

As sondagens (favoráveis ao "sim")mostram o contrário das vossas expectativas... vai ser mesmo desta! Há é que não esquecer de votar.

cuskiss, ponho isto a andar e ainda me acusas de ser desocupada?! ;)

bjs

rps disse...

Eu, pelo sim pelo não, não voto.

rps disse...

... epor causa da minha posição, adeptos de um lado e do outro criticam-me duramente.
Insuportável este debate de chacha. E insuportável a demogagia. De um lado e do outro:

- os do NÃO, insunuam que os do SIm são uns criminosos sem princípios.

- os do SIM, como, aqui mesmo, o(a) blogger Kitty, acham que os do NÃO são todos hipócritas. quando não sou hipócritas são ignorantes e atrasados...

Não será possível dizimar esta gente toda?

Safo disse...

Aquilo a que RPS chama “a sua posição” é, pelos vistos, não ter posição nenhuma… Ora o que está em causa é: a) Concorda-se com a lei da IVG tal como está; b) Não se concorda com a lei da IVG tal como está; c) Não se concorda com a necessidade de se referendar a lei, que pode ser mantida ou mudada sem consulta popular. A opção c), como é óbvio, não colide com nenhuma das posições em confronto, sendo exterior ao que está em discussão. Não estou segura de que RPS se acoberte na posição c) para se demitir de ter opinião, nem que seja isso que lhe permite zurzir todos os que pretendem discutir as causas e as consequências do que for decidido. Estou segura, porém, que não é o facto de RPS não ter nada a dizer sobre o assunto que retira a seriedade e as consequências da questão, restando apenas esperar que todos os que decidam por ele optem pela solução mais justa. É o melhor que podemos desejar aos abstencionistas.

cuscarédo disse...

Pois... Sim... Não... Criminosos... Hipócritas, arrogantes e atrasados... Não sei...


Mas acho que SIM!

cuscavel disse...

Gaja, a questão não é simples, se fugirmos ao que está, realmente, em debate.

Isto é o que vai ser referendado: Concordas que a mulher que aborte, até às dez semanas de gestação do feto, cumpra pena de prisão até três anos? Se queres mudar esta lei, votas sim. Se achas que é justa e que deve continuar, votas não.

Independentemente de ser fácil ou difícil, o importante é que seja uma decisão o mais informada possível, consciente das consequências que implica.
Daí estar-te sempre a perguntar quais são(onde estão) as tuas dúvidas: não é para te convencer de nada; somente partilhar factos que possam ajudar a decidir. :)

Bjs

Woman Once a Bird disse...

Cara CusKiss:
Também eu acredito solidamente no sim. Não acredito que o referendo desta vez resulte diferente. Infelizmente.

Concordo, RPS, que é redutor rotular os oponentes com epítetos fáceis; mas esta é uma discussão com fragilidades como a maior parte do que se discute tem. Não percebo, portanto, esta tua posição no caso que agora se referenda. Sei que já explicaste, mas continuo sem perceber.

rps disse...

Alguns esclarecimentos:

Sou contra todo e qualquer referendo. Sou adepto da democracia representativa e, neste assunto, bem ou mal, acho que a AR é que deveria legislar.

Também não sou particularmente sensível ao problema em causa. Não que não exista, não que não seja grave, mas não sou igualmente sensível a todos os assuntos e problemas.
E, acresce, que sendo o aborto um problema de saúde pública e um problema social com gravidade, está, contudo, longe de ser um dos mais graves problemas sociais e/ou de saúde pública do país.

Assim, sinceramente, não consigo formar uma opinião sólida e consistente sobre o assunto. Aborto livre às 10 semanas? Porque não às 16 ou às 8? Porque não sempre? Porque não nunca?

Tendo a achar que, no plano dos argumentos, só as duas posições extremas - nunca e sempre - me parecem ter alguma lógica.

cuscavel disse...

Rps, porque só se pode votar aos 18 anos? Porque é preciso ter 16 anos para se comprar tabaco? Porque não 18 anos e 2 semanas e porque não 15,5 anos? Porque...? Foram os períodos que se consideraram mais adequados.

O mesmo se passa com o aborto. Definiu-se 10 semanas de gestação porque é a partir daí que o sistema nervoso se começa a desenvolver.

Mas mais uma vez, desviamo-nos da questão central.

Não tem opinião formada porque, quer-me parecer, simplesmente não lhe apetece defini-la. E está no seu direito.

Mas talvez não fosse tão impensável assim definir uma posição. É que ao dar espaço ao debate, muitas das dúvidas se dissolveriam - como, aliás, espero ter sido o caso do porquê ter-se estipulado as 10 semanas.

ps, rps, ainda está a tempo! :)

Woman once a bird, é perfeitamente legítima qualquer antevisão do resultado do referendo. Mas pode ser importante ter em atenção efeitos perversos dessas antevisões. Se, por exemplo, um candidato é dado como preferido pelas sondagens e "imediatamente" a seguir se fizer uma nova sondagem, ele terá ganho mais vantagem ainda. O contrário também acontece. Influência social, chamemos-lhe assim.

Quero com isto dizer que pensamentos derrotistas partilhados podem não ser muito favoráveis, apesar de ser um "escudo" eficaz (por ser cauteloso) quanto a derrotas. Baixam-se as expectativas e a "decepção" não é tão grande…

Talvez seja preciosismo meu, mas… achei, ainda assim, melhor partilhá-lo :)

Woman Once a Bird disse...

Cuscavel:
Sei que tens razão. Efectivamente, o teu argumento é muito plausível. quando verbalizei a minha descrença, foi um desabafo (se aqui quiseres) do muito que tenho lido/ouvido aqui e ali. Desde os descrentes em relação ao referendo (cof, RPS, cof) até aos adeptos do não, mas que já o praticaram, compreendem que o pratica e afins (vide, um dos últimos posts da Fernanda Câncio, no Glória Fácil).
Muitas vezes, parece-me uma luta (quase) bíblica, com o Sim munido apenas de uma fisga contra o gigante das consciências acomodadas. Ainda assim, espero por um desfecho também ele, no caso, bíblico. Espero mesmo que David derrote Golias...

Woman Once a Bird disse...

Um esperar desejante, leia-se.