sábado, novembro 4

gravidez é possível em mulheres que sofrem de doenças afectivas

"Estima-se que 1% da população nacional sofra de doença bipolar, um distúrbio psiquiátrico que se define por variações acentuadas do humor. Dizem os especialistas que as mulheres são as mais afectadas. Para estas, o conselho é, muitas vezes, evitar engravidar. No entanto, defende Helena Esteves, psiquiatra no Hospital do Barreiro, a coexistência entre gravidez e doença afectiva é possível, mas com alguns cuidados.

«Há um risco para o bebé, já que os medicamentos podem, na grande maioria, causar malformações ao feto. E para a mãe também, uma vez que não é bom deixar a medicação»,confirma, a especialista. Mas, acrescenta, «com um bom planeamento e acompanhamento», é possível levar uma gravidez a bom termo.

Dificuldades a superar
Não há, entre nós, estudos sobre a gravidez em doentes bipolares. Porém, pesquisas internacionais revelam as dificuldades que estas mulheres têm de enfrentar.
«Cerca de 30% dos maridos não querem os bebés. Há o risco genético, pois existe a componente hereditária e há ainda uma grande instabilidade.»"

In "Destak"

6 comentários:

cuscavel disse...

A doença bipolar é mais frequente do que se julga e parece-me ser a peste do nosso século, muito embora atribuam tal designação à depressão. A questão é que a perturbação bipolar se traduz na oscilação de humor entre dois pólos: maníaco-depressivo. E enquanto que o pólo maníaco (caracterizado por estados eufóricos, aumento das capacidades físicas e mentais, entre outros sinais) é valorizado como sendo positivo, já a depressão é “sintoma” a abater. Logo, dá-se mais importância à depressão e, por isso, ela parece estender-se a mais pessoas. O que não espelha a realidade.

É preciso, no entanto, ter em atenção que a variação entre estados de elevada autoconfiança/ optimismo e estados de tristeza ou apatia são sentimentos que decorrem da própria vida. É normal que isso aconteça. A perturbação bipolar é mais que isso. É preciso não cair em facilitismos.

Não fazia a mínima ideia de que tal perturbação pudesse ter efeitos na gravidez. Grata pela partilha, querida cuscaróis!

rps disse...

Eu acho que todos somos - uns mais, outros menos - bipolares.

cuscarédo disse...

Não fazia a míninma ideia disso... Sempre a aprender :)
Mas concordo com o rps, todos nós somos um bocadinho bipolares... Eu pelo menos acho que sou ;)

Blossom disse...

Pois, eu também não fazia ideia...obrigada pela informação...vivendo e aprendendo :)

Safo disse...

Já eu, depois de ter lido e aprendido com este post e respectivos comentários, resolvi questionar o meu namorado quanto à sua bipolaridade. Chocado e ofendido, o cromo respondeu apenas: "Bipolar uma ova, que eu cá sou muito macho!" Homens!!!

Belzebu disse...

Acho que uma gravidez deve ser sempre discutida e partilhada! Quando implica riscos para a Mãe e para o filho, ainda mais se justifica o diálogo! Os medos e as inseguranças e muitas vezes o desconhecimento, impedem um bom desfecho para situações dificeis!

Saudações infernais!